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Política

Ponta Grossa arrecada R$ 983,6 mi no primeiro semestre

Relatório fiscal aponta realização de 45,29% da receita prevista para 2026 e mostra diferentes estágios da aplicação de recursos em Saúde e Educação

Ponta Grossa arrecada R$ 983,6 mi no primeiro semestre
Prefeitura de Ponta Grossa
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Ponta Grossa arrecadou R$ 983.674.223,72 entre janeiro e junho de 2026, o equivalente a 45,29% da previsão atualizada para todo o ano. Os dados constam no Relatório Resumido da Execução Orçamentária referente ao terceiro bimestre, publicado no Diário Oficial do Município nesta quinta-feira (30).

A previsão inicial de receitas para 2026 era de R$ 2,052 bilhões, mas foi atualizada para R$ 2,171 bilhões. Desse total, quase R$ 1,188 bilhão ainda deveria ser realizado durante o segundo semestre, conforme o balanço apresentado pela Secretaria Municipal da Fazenda.

O relatório também registra R$ 1,270 bilhão em despesas empenhadas, ou seja, valores reservados para compromissos assumidos pelo Município. As despesas já liquidadas, quando o serviço ou produto foi entregue e reconhecido pela administração, alcançaram R$ 855,79 milhões. Os pagamentos efetivamente realizados somaram R$ 813,55 milhões.

O demonstrativo simplificado apresenta ainda um superávit orçamentário de R$ 127,87 milhões no período analisado.

Educação chega a 19,73% no valor aplicado

Na Educação, o Município registrou R$ 122,24 milhões considerados para o cumprimento do limite constitucional, correspondentes a 19,73% das receitas de impostos e transferências que formam a base do cálculo.

A Constituição determina que os municípios destinem pelo menos 25% dessas receitas à manutenção e ao desenvolvimento do ensino durante o exercício anual. Por isso, o percentual registrado até junho não significa, isoladamente, descumprimento da obrigação.

O relatório também mostra que as despesas empenhadas na Educação já alcançavam R$ 154,46 milhões, equivalentes a 24,93% da base de cálculo. A diferença ocorre porque nem toda despesa empenhada já foi liquidada ou reconhecida para fins do índice constitucional.

Saúde tem 17,97% empenhados e 9,92% liquidados

Na Saúde, o documento apresenta dois percentuais de acordo com a fase da execução da despesa. O Município tinha R$ 111,32 milhões empenhados em ações e serviços públicos de Saúde, o equivalente a 17,97% da receita utilizada como base para o cálculo.

Esse percentual supera o mínimo constitucional anual de 15% exigido para os municípios. No entanto, considerando apenas as despesas liquidadas, o valor aplicado era de R$ 61,47 milhões, equivalente a 9,92%. Já os pagamentos realizados somavam R$ 56,79 milhões.

Isso significa que parte dos recursos já havia sido reservada para a Saúde, mas ainda dependia da conclusão dos serviços, entrega dos produtos ou demais procedimentos administrativos para avançar às etapas de liquidação e pagamento.

Números precisam ser acompanhados até dezembro

Os percentuais constitucionais de Saúde e Educação são apurados com base na execução de todo o exercício financeiro. Ao longo do segundo semestre, tanto o volume de receitas quanto o estágio das despesas podem sofrer alterações.

O relatório publicado agora funciona como uma fotografia das contas municipais até o encerramento de junho. Portanto, não aponta automaticamente irregularidade, mas indica a necessidade de acompanhamento da execução orçamentária até dezembro, especialmente na transformação dos valores empenhados em despesas liquidadas e efetivamente pagas.

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Heryvelton Martins
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Heryvelton Martins
Jonalista formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) com experiência em jornalismo diário e cobertura política da região dos Campos Gerais do Paraná.
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