Câmera flagra mulher agarrando menino e levando-o para dentro de casa em Ponta Grossa
Família denuncia caso de criança agarrada em Ponta Grossa e relata falhas no atendimento policial. Caso foi registrado como constrangimento ilegal.

O caso de uma criança agarrada em Ponta Grossa, no bairro Uvaranas, foi registrado em boletim de ocorrência após o menino ser levado por uma moradora para dentro de uma residência. Segundo a família, ele teria sido segurado pelo braço, acusado de jogar pedras contra o imóvel e mantido no local por aproximadamente três minutos.
A situação aconteceu na terça-feira (28), por volta das 18h. De acordo com os responsáveis, a criança caminhava sozinha até a residência do avô, localizada a aproximadamente uma quadra de distância, quando foi surpreendida pela mulher.
Imagens obtidas posteriormente pela família mostrariam a moradora saindo de casa, segurando o menino pelo braço e conduzindo-o para dentro do imóvel. Segundo o boletim, ela carregava um objeto longo de plástico no momento da abordagem.
Ainda conforme o relato, a mulher teria acusado o menino de jogar pedras contra sua residência. A criança teria sido questionada e informada de que somente poderia deixar o local com a presença da polícia.
Após aproximadamente três minutos, o menino saiu do imóvel e foi conduzido em direção à casa do avô.
Família relata dificuldades para conseguir atendimento
Ao tomar conhecimento da situação, os responsáveis foram até a residência da moradora para tentar entender o que havia ocorrido. Segundo a família, houve uma discussão e, em seguida, foi realizado um contato com o telefone 190.
Os responsáveis afirmam que a atendente teria informado que uma viatura não poderia ser enviada sem imagens que permitissem verificar a situação. A família, então, procurou câmeras de segurança de imóveis próximos e conseguiu gravações com vizinhos por volta das 20h.
Em novos contatos com os órgãos de segurança, os familiares teriam sido informados de que, devido ao tempo transcorrido desde o fato, uma equipe não poderia ser enviada naquele momento.
A ocorrência acabou sendo registrada em um módulo da Guarda Civil Municipal. O boletim foi confeccionado às 22h24 e descreve o fato como constrangimento ilegal, na categoria de crimes contra a pessoa.
Depois do registro, a família afirma que foi orientada a procurar um módulo da Polícia Militar na região de Uvaranas. Ao chegar ao local, porém, teria recebido a informação de que a unidade não realizava mais boletins de ocorrência.
Criança passou por exame
Na manhã seguinte, a mãe procurou o Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes, o Nucria. Segundo a família, devido à demanda de atendimentos, o depoimento foi agendado para outro horário.
Os responsáveis também procuraram uma delegacia, onde teriam sido informados de que o boletim confeccionado pela Guarda Municipal já havia sido encaminhado ao Nucria.
A criança foi levada para a realização de exame de corpo de delito. Conforme a família, o menino apresentava uma marca avermelhada no braço, no ponto em que teria sido segurado pela mulher.
Os responsáveis relataram ainda que, após a situação, o menino passou a demonstrar medo de sair de casa. A família busca atendimento psicológico e orientação do Conselho Tutelar.
O registro da ocorrência como constrangimento ilegal não representa uma conclusão definitiva sobre eventual responsabilidade criminal. As circunstâncias deverão ser analisadas pelas autoridades responsáveis, com a coleta de depoimentos, imagens e demais elementos.
O BnT Online solicitou um posicionamento da Polícia Militar sobre as ligações realizadas pela família, as orientações repassadas pelo telefone 190 e os procedimentos adotados em ocorrências envolvendo crianças. Até a publicação desta matéria, não houve retorno. O espaço permanece aberto para manifestação.
A reportagem está tentando contato com a mulher e o espaço segue aberto para apresentar sua versão.
Veja vídeo do momento:
























