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Teste rápido de dengue começa a ser oferecido gratuitamente à população

O exame é realizado por meio de imunocromatografia, técnica que reage à presença do antígeno viral. Para isso, é necessária apenas uma pequena amostra de sangue, coletada com um furo na ponta do dedo

Teste rápido de dengue começa a ser oferecido gratuitamente à população
Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
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O Ministério da Saúde anunciou a incorporação do teste rápido para diagnóstico da dengue no Sistema Único de Saúde (SUS). A medida, oficializada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (26), passa a valer imediatamente em todo o país.

Com a inclusão do Teste Rápido de Dengue NS1 na tabela nacional de procedimentos, pacientes atendidos na rede pública poderão realizar o exame gratuitamente em unidades básicas de saúde, ambulatórios e hospitais. A solicitação poderá ser feita por médicos, enfermeiros, biomédicos e técnicos de enfermagem, sem restrição de idade.

O novo método permite identificar a presença do vírus logo nos primeiros dias de infecção, por meio da detecção do antígeno NS1 — uma proteína liberada pelo vírus da dengue na corrente sanguínea. Diferentemente dos exames sorológicos tradicionais, que costumam confirmar a doença apenas após o sexto dia, o teste rápido oferece resultado em poucos minutos, favorecendo o diagnóstico precoce.

Diagnóstico mais rápido e maior controle

A ampliação do acesso ao exame representa um avanço importante no enfrentamento da dengue, sobretudo em períodos de alta transmissão. Com a identificação precoce, profissionais de saúde conseguem monitorar melhor a evolução do quadro clínico e agir rapidamente diante de possíveis complicações.

Entre os sinais de alerta que podem ser acompanhados estão a queda no número de plaquetas e o risco de evolução para formas graves da doença, como a dengue hemorrágica. Além disso, o diagnóstico antecipado contribui para o fortalecimento da vigilância epidemiológica, permitindo mapear com mais precisão a circulação do vírus.

Apesar da praticidade, o teste não substitui a avaliação médica. Especialistas reforçam que pacientes com sintomas devem procurar atendimento para acompanhamento adequado.

Como funciona o teste

O exame é realizado por meio de imunocromatografia, técnica que reage à presença do antígeno viral. Para isso, é necessária apenas uma pequena amostra de sangue, coletada com um furo na ponta do dedo. Não é necessário jejum ou qualquer tipo de preparo prévio.

O teste identifica a infecção ativa, mas não informa o sorotipo do vírus nem indica se a pessoa já teve dengue anteriormente.

Na rede privada, o exame custa em média R$ 40, mas no SUS será disponibilizado gratuitamente à população.

Sintomas de alerta

A dengue é uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti e pode evoluir rapidamente. Os principais sintomas incluem:

Febre alta (39°C a 40°C) de início súbito
Dor de cabeça intensa, especialmente atrás dos olhos
Dores musculares e nas articulações
Cansaço extremo (prostração)
Náuseas e vômitos
Manchas vermelhas na pele
Dor abdominal

Diante desses sinais, a recomendação é buscar atendimento em uma unidade de saúde o mais rápido possível.

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Luis Carlos Pimentel
Autoria
Luis Carlos Pimentel
Formado em Técnica Contábil, estudou Jornalismo na Faculdade Secal. Há 40 anos trabalha em meios de comunicação social. Trabalhou em emissoras de rádio, jornais impressos e portais. Registro Mtb/PR - 4451
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