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Política

Pastor Ezequiel cita “farmar aura” e fala em “aura do Satanás” na Câmara de PG

Comentário foi feito durante debate sobre projeto que permite o uso da Bíblia como recurso paradidático nas escolas municipais

Pastor Ezequiel cita “farmar aura” e fala em “aura do Satanás” na Câmara de PG
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Uma expressão popular entre crianças e adolescentes entrou no debate da Câmara Municipal de Ponta Grossa durante a sessão ordinária de segunda-feira (3). Ao defender um projeto relacionado ao uso da Bíblia nas escolas, o vereador Pastor Ezequiel Bueno comentou sobre o chamado “farmar aura” e demonstrou não conhecer o significado da gíria.

A declaração ocorreu durante uma resposta ao vereador Guilherme Mazzer, que havia criticado o Projeto de Lei 458/2025. A proposta, de autoria de Ezequiel, inclui a leitura da Bíblia Sagrada como recurso paradidático para conteúdos culturais, históricos, geográficos e arqueológicos.

Ao falar sobre o comportamento dos jovens e defender maior respeito aos professores, Ezequiel afirmou: “Lamentavelmente, [a juventude] está do jeito que está hoje. Inventando o tal de aura do Satanás, sei lá o que é esse negócio”.

O que significa ‘farmar aura’?

A expressão “farmar aura” surgiu a partir da linguagem dos jogos eletrônicos. Nas redes sociais, ela é utilizada para dizer que alguém ganhou admiração, prestígio ou pontos simbólicos de popularidade após realizar alguma atitude considerada marcante, estilosa ou impressionante. Normalmente, os internautas utilizam comentários como “aura +100” quando uma pessoa faz algo que aumenta sua imagem diante do público.

A gíria tornou-se especialmente popular entre jovens das gerações Z e Alfa. Durante a fala, Pastor Ezequiel relacionou o tema ao comportamento dentro das escolas. O vereador afirmou que os estudantes devem frequentar o ambiente escolar para aprender e respeitar professores e diretores.

Debate sobre a biblía em escolas

O comentário ocorreu em meio a uma discussão marcada por opiniões divergentes. Guilherme Mazzer argumentou que a definição dos materiais utilizados nas escolas cabe aos profissionais da educação e ao Poder Executivo. Ele também afirmou que a proposta poderia contrariar o princípio do Estado laico.

Ezequiel rebateu as críticas e declarou que o projeto não obriga estudantes a participarem de atividades religiosas. Segundo ele, a Bíblia seria disponibilizada como mais uma fonte de consulta, sem a intenção de converter alunos ou favorecer determinada denominação.

O Projeto de Lei 458/2025 foi aprovado em primeira discussão com 11 votos favoráveis, quatro contrários e uma abstenção. A proposta ainda precisa passar pelas etapas seguintes de tramitação antes de ser encaminhada para sanção ou veto do Poder Executivo.

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Heryvelton Martins
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Heryvelton Martins
Jonalista formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) com experiência em jornalismo diário e cobertura política da região dos Campos Gerais do Paraná.
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