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Deputados votam cassação de Renato Freitas na próxima semana; entenda o caso

Com a rejeição do recurso apresentado pela defesa de Renato Freitas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o processo retornou ao Conselho de Ética, que formalizou o Projeto de Resolução

Deputados votam cassação de Renato Freitas na próxima semana; entenda o caso
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A presidência da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) confirmou que o processo que pode resultar na perda do mandato do deputado estadual Renato Freitas (PT) será analisado pelo plenário na próxima terça-feira (16). O parlamentar é alvo de um processo no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar após se envolver em uma briga no Centro de Curitiba, em novembro de 2025.

O Projeto de Resolução nº 7/2026, que trata da perda do mandato do deputado estadual Renato Freitas (PT) por suposta conduta incompatível com o decoro parlamentar, foi lido em Plenário na tarde deC segunda-feira (08), na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP).

O documento foi elaborado pelo Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Casa após a tramitação do processo ético-disciplinar nº 25804-80/2025. Segundo o texto, foram respeitados os princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa durante a análise do caso.

Com a rejeição do recurso apresentado pela defesa de Renato Freitas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o processo retornou ao Conselho de Ética, que formalizou o Projeto de Resolução. O presidente da Assembleia, deputado Alexandre Curi (Republicanos), informou que a proposta deverá ser analisada na sessão plenária da próxima terça-feira (16).

A decisão final caberá ao Plenário da ALEP. Para que a perda do mandato seja aprovada, o projeto precisa passar por dois turnos de votação e receber pelo menos 28 votos favoráveis, correspondentes à maioria absoluta dos deputados.

Entenda o caso

O processo teve origem após uma ocorrência registrada em novembro de 2025, envolvendo Renato Freitas e um manobrista no Centro de Curitiba. O episódio, que envolveu uma luta corporal, foi registrado por imagens de câmeras e celulares.

Após análise do caso, o Conselho de Ética aprovou o parecer apresentado pelo relator, deputado Márcio Pacheco (Republicanos), recomendando a perda do mandato parlamentar.

Durante a tramitação, o deputado Doutor Antenor (PT) apresentou um voto em separado contrário à cassação. Entre os argumentos apresentados estavam questionamentos sobre a atuação do relator, uma decisão do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) relacionada ao exercício do mandato no momento dos fatos, além de alegações de irregularidades no processo e na coleta de provas. O parlamentar sugeriu a aplicação de punições alternativas, como suspensão temporária das prerrogativas regimentais, mas o entendimento não prevaleceu.

Posteriormente, a Comissão de Constituição e Justiça manteve a decisão do Conselho de Ética. Os deputados Ana Júlia Ribeiro (PT) e Arilson Chiorato (PT) também apresentaram votos em separado defendendo o recurso de Renato Freitas, apontando supostas nulidades processuais, cerceamento de defesa e violação ao devido processo legal.

O relator na CCJ, deputado Luiz Fernando Guerra (Novo), afirmou em seu parecer que o processo seguiu os trâmites legais, garantindo contraditório e ampla defesa, e que as alegações de nulidade não apresentaram comprovação de prejuízo efetivo aos atos processuais.

Durante a análise do caso, o Conselho de Ética ouviu testemunhas indicadas pelo relator e pela defesa, incluindo o então manobrista Weslley de Souza Silva e outras duas pessoas que estavam com Renato Freitas no momento do episódio.

Em sua defesa, Renato afirmou que o manobrista teria avançado contra o grupo e que sua reação ocorreu para impedir uma possível agressão e proteger a mãe de sua filha.

A denúncia que deu origem ao processo foi apresentada pelos vereadores de Curitiba Bruno Secco (Novo), Eder Borges (Novo), Guilherme Kilter (Novo) e Tathiana Guzella (PL), além dos deputados estaduais Fábio de Oliveira (Novo), Ricardo Arruda (PL) e Tito Barichello (PL). (Com assessoria)

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Luis Carlos Pimentel
Autoria
Luis Carlos Pimentel
Formado em Técnica Contábil, estudou Jornalismo na Faculdade Secal. Há 40 anos trabalha em meios de comunicação social. Trabalhou em emissoras de rádio, jornais impressos e portais. Registro Mtb/PR - 4451
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