Debate no Paraná esquenta com acusações entre Moro, Sandro e Requião
Encontro na RPC teve embates sobre alianças políticas, obras, educação, segurança e serviços públicos na noite de ontem

O debate entre os candidatos ao governo do Paraná reuniu Sergio Moro (PL), Sandro Alex (PSD) e Requião Filho (PDT) na noite de ontem, terça-feira (29), na RPC. Marcado por confrontos diretos, o encontro colocou em discussão as relações com lideranças nacionais e propostas para a administração estadual. Os principais embates ocorreram entre Moro e Sandro.
Alianças políticas e STF
A relação com Jair Bolsonaro foi um dos assuntos recorrentes. Moro destacou o apoio de Flávio Bolsonaro e associou os partidos dos adversários ao governo Lula. Sandro questionou as mudanças de posição do senador e sua decisão de disputar o Executivo antes do fim do mandato no Senado.
Sandro também afirmou que Moro teria apoiado a indicação de Flávio Dino ao Supremo Tribunal Federal. Moro negou. Como a votação foi secreta, o voto individual do senador não pode ser verificado publicamente.
Obras e crédito para servidores
Na infraestrutura, Moro questionou a prioridade de uma intervenção na rodovia de acesso ao complexo turístico Tayayá, comparando-a à Ponte de Guaratuba. Sandro defendeu sua atuação e afirmou que a construção da ponte enfrentou obstáculos judiciais.
O Credcesta, serviço de crédito consignado para servidores, também entrou no confronto. Moro cobrou explicações sobre a autorização do produto no Paraná e sua relação com o Banco Master. Sandro rebateu mencionando Filipe Barros, candidato ao Senado aliado de Moro, e uma proposta relacionada ao Fundo Garantidor de Crédito.
Educação e proteção às mulheres
Na educação, Sandro defendeu as escolas cívico-militares e os resultados da rede estadual. Requião negou que pretenda fechar unidades, mas propôs mudanças no modelo e ampliação do ensino integral e técnico.
O enfrentamento da violência contra a mulher também foi discutido. Moro apresentou propostas de vigilância integrada e de um presídio estadual de segurança máxima. Requião defendeu prevenção, educação e uma estrutura hospitalar destinada a mulheres e crianças.
Copel, Sanepar e propostas finais
As tarifas de energia e a privatização da Copel provocaram divergências. Requião criticou a gestão da companhia e defendeu a retomada do controle estatal. Moro descartou a reestatização e propôs mudanças na gestão da Sanepar. Sandro atribuiu parte dos aumentos da energia a decisões federais.
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No encerramento, Sandro apresentou sua candidatura como continuidade da administração Ratinho Junior. Moro reforçou propostas de combate à corrupção e afirmou que manteria projetos estaduais. Requião se colocou como alternativa de oposição, com prioridade para serviços públicos e atendimento às mulheres.
























