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Vestibular dos Povos Indígenas do Paraná começa domingo

Provas do Vestibular dos Povos Indígenas começam domingo (14) em oito polos no Paraná. São 52 vagas em universidades estaduais e federais.

Provas do Vestibular dos Povos Indígenas começam domingo 14 em oito polos no Paraná São 52 vagas em universidades estaduais e federais
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O 25º Vestibular dos Povos Indígenas do Paraná terá início neste domingo (14) com a realização da prova oral, dando sequência na segunda-feira (15) com as avaliações escritas de Conhecimentos Gerais e Redação. As provas serão aplicadas em oito polos distribuídos pelo Estado, garantindo acesso aos candidatos de diversas comunidades indígenas, inclusive da região dos Campos Gerais. O processo seletivo é uma das principais portas de entrada para o ensino superior público para estudantes Kaingang, Guarani e Xetá.

Vagas em universidades estaduais e federais

Ao todo, o vestibular oferta 52 vagas para cursos de graduação em oito universidades públicas. Das oportunidades, 42 são para as sete universidades estaduais — UEM, UEL, UEPG, Unioeste, UENP, Unicentro e Unespar — e outras 10 estão reservadas para a Universidade Federal do Paraná (UFPR). A presença da UEPG (Universidade Estadual de Ponta Grossa) é especialmente importante para a região dos Campos Gerais, que conta com expressiva população indígena.

Inclusão e políticas afirmativas

Segundo a professora Maria Christine Berdusco Menezes, coordenadora da Comissão Universidade para os Índios (Cuia), o vestibular é resultado de uma política pública consolidada, amparada pelas leis 13.134/2001 e 14.995/2006, que asseguram seis vagas em cada universidade estadual para candidatos indígenas. “Com os vestibulares específicos, o Paraná se destaca em políticas afirmativas, garantindo inclusão e acesso ao ensino superior público”, afirmou.

Apoio à permanência estudantil

A UEM, responsável pela coordenação do vestibular deste ano, é referência na formação de estudantes indígenas. A instituição já graduou 50 alunos e atualmente mantém 81 matriculados, mesmo estando localizada longe das principais terras indígenas do Estado. Programas de apoio como o Proindi e o Plano Individual de Acompanhamento do Estudante Indígena (PIAEI) oferecem auxílio permanência, monitorias, apoio psicossocial e oficinas pedagógicas. A universidade mantém ainda uma sala exclusiva na Biblioteca Central para estudantes indígenas, reforçando a política de acolhimento.

Diversidade de cursos e oportunidades

Os candidatos aprovados poderão cursar graduação em áreas como Administração, Agronomia, Direito, Educação Física, Enfermagem, História, Letras, Medicina, Pedagogia, Serviço Social, entre outras. Também há opções na modalidade EaD, incluindo Ciências Biológicas e Pedagogia, o que facilita o acesso de estudantes que vivem em comunidades distantes.

O resultado final do processo seletivo será divulgado no dia 10 de outubro no site vestibular.uem.br/indigena. A expectativa é de mais um passo importante para garantir que indígenas do Paraná e de cidades como Ponta Grossa, Reserva e Tibagi tenham oportunidade de formação superior e retornem às suas comunidades com conhecimento para promover desenvolvimento social e cultural.

Com supervisão de Marcos Silva

Boca no Trombone
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