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Tutora do cão que supostamente agonizava no CRAR quebra silêncio: “Ele voltou para casa em segurança”

A tutora do cão “Café”, animal que aparece em vídeos que circularam nas redes sociais durante uma polêmica envolvendo a Clinicão CRAR, em Ponta Grossa, se manifestou nesta segunda-feira (1º) sobre o atendimento prestado ao cachorro. Karine Augusta da Silva Nunes afirmou que o animal recebeu cuidados veterinários, foi medicado e retornou para casa em […]

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Foto: Reprodução
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A tutora do cão “Café”, animal que aparece em vídeos que circularam nas redes sociais durante uma polêmica envolvendo a Clinicão CRAR, em Ponta Grossa, se manifestou nesta segunda-feira (1º) sobre o atendimento prestado ao cachorro. Karine Augusta da Silva Nunes afirmou que o animal recebeu cuidados veterinários, foi medicado e retornou para casa em boas condições.

O depoimento ocorre após a repercussão de uma situação registrada no último sábado (30), quando integrantes do Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais estiveram na clínica após denúncias relacionadas ao local. O caso mobilizou a Guarda Civil Municipal após um impasse sobre o acesso às dependências internas da unidade.

Segundo Karine, o cachorro havia sido levado até a Clinicão no dia 29 de maio após apresentar um ferimento grave na região genital. A tutora explicou que Café foi adotado recentemente e tem aproximadamente cinco meses de idade. “Quando vi as notícias e vídeos que passaram a circular sobre um cachorro chorando dentro da clínica, tive certeza de que se tratava dele. O Café sempre chora quando fica sozinho ou preso, porque em casa convive com outros cães e está acostumado a permanecer acompanhado”, relatou.

Leia também: Membros do Conselho tentam invadir a Clinicão e Guarda Municipal é acionada

Tutora diz que animal recebeu cuidados

No depoimento encaminhado, Karine afirmou que decidiu se posicionar publicamente para apresentar a versão dela sobre o atendimento recebido pelo animal. “Meu cachorro recebeu atendimento veterinário, foi avaliado, medicado e tratado pela equipe da Clinicão. Posteriormente fui buscá-lo na clínica e ele retornou para casa em segurança. Hoje está bem, recuperado e sem o problema que motivou o atendimento”, declarou.

A tutora também afirmou que não identificou qualquer situação de irregularidade durante o período em que acompanhou o caso. “Em nenhum momento presenciei maus-tratos, abandono ou qualquer situação que justificasse as acusações que estão sendo divulgadas. Como tutora, acompanhei o caso e posso afirmar que meu animal recebeu os cuidados necessários”, disse.

Karine reforçou ainda que não registrou qualquer denúncia contra a clínica. “Também quero deixar claro que nunca apresentei denúncia contra a Clinicão e jamais imaginei que a situação do meu cachorro pudesse ser utilizada para transmitir uma versão diferente da realidade que vivi”, completou.

Entenda o caso

A manifestação acontece após uma ocorrência registrada na noite de sábado (30), quando representantes do Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais foram até a Clinicão CRAR para uma suposta fiscalização.

De acordo com boletim registrado pela Guarda Municipal, houve uma divergência entre integrantes do Conselho e representantes da clínica sobre o acesso a setores internos onde havia animais em atendimento.

O gerente da unidade, Douglas Fernandes Colino, relatou que o ingresso nas áreas internas deveria seguir procedimentos específicos e acionou a Guarda Municipal para acompanhar a situação.

A Clinicão informou, por meio de nota, que a visita ocorreu durante a noite, fora do horário administrativo, sem comunicação prévia e sem acompanhamento de agente público municipal responsável pelo contrato naquele momento. A empresa afirmou ainda que segue à disposição para fiscalizações realizadas pelos órgãos competentes.

Conselho afirma que ação era de fiscalização

Procurado pelo Portal BnT Online no sábado (30), o presidente do Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais, Anael Ruccieri, confirmou que tinha conhecimento da ação realizada no local e afirmou que as pessoas envolvidas eram integrantes do Conselho. “Não houve fiscalização porque a empresa impediu o acesso dos fiscais”, declarou. O presidente informou ainda que deverá encaminhar mais informações sobre o caso.

Em seu depoimento, a tutora do cão Café destacou que considera importante que a situação seja analisada levando em conta todos os fatos. “Fui atendida com respeito, recebi orientações sobre o tratamento e tive meu animal devolvido em condições melhores do que quando foi encaminhado para atendimento”, finalizou Karine.

Confira o posicionamento da tutora na íntegra aqui:

Boca no Trombone
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