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Ponta Grossa

Centro POP pode mudar para área do Albergue Municipal em PG

Transferência do Centro POP em Ponta Grossa é avaliada pela FASPG após reunião com comerciantes. Mudança ainda depende de estudos técnicos.

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Foto: divulgação
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A Fundação de Assistência Social de Ponta Grossa (FASPG) confirmou que avalia a possibilidade de transferir o Centro POP, atualmente localizado na Rua Tenente Hinon Silva, para um prédio anexo ao Albergue Municipal, nos fundos do antigo 26 de Outubro. O imóvel está em reforma, e uma eventual mudança ainda depende da conclusão de estudos administrativos e técnicos.

O posicionamento foi encaminhado ao Portal BnT após uma reunião realizada na última sexta-feira (24) com comerciantes do entorno do Centro POP e representantes de outras entidades. O encontro ocorreu depois de empresários da região cobrarem providências do Município diante dos problemas relatados nas proximidades da unidade.

Segundo a FASPG, a reunião teve como objetivo ouvir as demandas apresentadas pelos comerciantes, explicar as ações desenvolvidas pelo serviço e discutir medidas para melhorar as condições no entorno.

A possível transferência, porém, ainda não possui prazo oficial confirmado.

COMERCIANTES RELATAM ENCAMINHAMENTOS

De acordo com um comerciante que participou da reunião, ficou definido que os empresários receberão o contato de um assistente social ligado ao Centro POP.

A orientação é para que a equipe seja acionada quando houver pessoas permanecendo por longos períodos em frente aos estabelecimentos. A partir do chamado, os profissionais poderão realizar uma abordagem para identificar a situação e oferecer os atendimentos disponíveis.

“Ficou acertado que a gente poderá ligar para o assistente social do Centro POP. Ele vai entrar em contato conosco e fazer primeiramente a abordagem para entender por que as pessoas estão ficando em frente aos comércios”, relatou o empresário.

O comerciante também afirmou que começaram a ser realizadas atividades internas na unidade, com a intenção de ampliar a permanência dos usuários dentro do Centro POP durante os horários de atendimento.

“A partir de ontem começaram a realizar alguns serviços internos que, até então, não estavam acontecendo. Estão tentando fazer com que eles fiquem mais dentro do Centro POP e não na rua”, disse.

Durante a reunião, segundo o participante, também foi mencionada a possibilidade de que a mudança ocorresse até dezembro.

“A mudança ficou acertada até dezembro, com o retorno para o antigo SOS, no 26 de Outubro”, declarou.

A informação sobre o prazo, no entanto, não foi confirmada pela FASPG. Em nota, a Fundação informou somente que a Administração Municipal avalia a transferência para o prédio anexo ao Albergue Municipal, atualmente em reforma.

O próprio comerciante demonstrou preocupação com as condições do imóvel e com o andamento das obras.

“A parte da reforma parece estar meio paralisada. Então, isso ainda precisa ser acompanhado mais para frente”, ponderou.

FASPG EXPLICA PROPOSTA PARA O NOVO ESPAÇO

Conforme a Fundação, a proposta em avaliação prevê a estruturação de um centro de atendimento diurno destinado à população em situação de rua. O espaço funcionaria de forma integrada ao Albergue Municipal, possibilitando também o pernoite das pessoas atendidas.

“A Administração Municipal avalia a possibilidade de transferência do serviço para um prédio anexo ao Albergue Municipal, atualmente em reforma, localizado nos fundos do antigo 26 de Outubro”, informou a FASPG.

A Fundação ressaltou que a eventual mudança depende da conclusão dos estudos administrativos e técnicos conduzidos pelo Município.

A FASPG também explicou que a instalação de serviços direcionados à população em situação de rua em áreas centrais segue uma diretriz técnica da Política Nacional de Assistência Social e do Sistema Único de Assistência Social (SUAS).

Segundo o órgão, essa localização busca facilitar o acesso dos usuários aos serviços públicos e à rede socioassistencial.

A Fundação reforçou ainda que o Centro POP é um equipamento destinado ao atendimento e à promoção de direitos, não sendo responsável pela permanência de pessoas nas vias públicas.

“As equipes atuam diariamente na oferta de acolhida, orientação e encaminhamentos para acolhimento institucional, além do acesso à documentação, à saúde e aos benefícios socioassistenciais, com o objetivo de reduzir vulnerabilidades e promover a reinserção social”, informou.

PEDIDO REÚNE MAIS DE 80 EMPRESAS

Os comerciantes afirmam que a reivindicação pela realocação do Centro POP já foi formalizada junto à Prefeitura e conta com a manifestação de mais de 80 empresas, representadas pelos respectivos CNPJs.

Na pauta entregue ao poder público, o grupo afirma que não é contrário ao atendimento de pessoas em situação de rua ou de vulnerabilidade social. O pedido é para que o serviço continue funcionando em um local considerado mais adequado às características da atividade.

Os empresários alegam que a atual unidade está instalada em uma região de intensa circulação comercial, turística e cultural, próxima de lojas, galerias, centros de compras, prestadores de serviços e da Estação Saudade.

Entre os problemas apresentados estão abordagens a clientes, conflitos, vandalismo, descarte inadequado de lixo, situações sanitárias e ocorrências relacionadas ao consumo de drogas no entorno. Os comerciantes também relatam queda de até 80% no movimento de alguns estabelecimentos em determinados períodos. O percentual é uma estimativa dos empresários e não foi confirmado por levantamento independente.

A vereadora Marisleidy Rama, que acompanhou as reivindicações, afirmou que voltou à região para verificar os encaminhamentos adotados após as cobranças.

“Quando os moradores nos procuraram, nós fomos até o local, ouvimos as demandas e buscamos uma solução junto ao poder público. Agora voltamos para conferir e já encontramos uma realidade diferente. É isso que esperamos do nosso trabalho: fiscalização, cobrança e resultado”, destacou Marisleidy.

Para os comerciantes, as abordagens sociais, as atividades internas e o reforço da segurança podem contribuir de forma emergencial, mas não substituem o pedido principal pela transferência da unidade.

A FASPG afirmou que a Administração Municipal permanece aberta ao diálogo com comerciantes, moradores e demais entidades, buscando construir soluções de forma conjunta e responsável.

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Luísa de Andrade
Autoria
Luísa de Andrade
Jornalista formada pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), com experiência em produção de conteúdo jornalístico, apuração de pautas e cobertura de temas de interesse público. Atua na elaboração de reportagens multimídia, produção de textos informativos e cobertura de eventos, com foco em jornalismo local.
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