Sindicato suspende paralisação em Ponta Grossa e aciona Justiça para derrubar liminar contra greve
O sindicato suspendeu a greve dos servidores em Ponta Grossa após a prefeitura elevar a multa para R$ 100 mil. Saiba os próximos passos e o que aconteceu na Câmara Municipal.

A decisão ocorreu após a multa diária chegar em R$ 100 mil e também a possibilidade de punições diretas aos servidores; categoria aguarda decisão jurídica para retomar movimento.
O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Ponta Grossa, Sindserv anunciou a suspensão da greve da categoria. A decisão foi tomada após um novo desdobramento jurídico movido pela Prefeitura Municipal, que endureceu as sanções financeiras e administrativas contra o movimento.
Em entrevista ao Portal Bnt Online, o dirigente sindical Eliel Padilha Ferreira explicou que a prioridade da entidade no momento é proteger o trabalhador. Segundo ele, o município ingressou com uma nova ação judicial majorando a multa diária — que anteriormente era de R$ 30 mil — para R$ 100 mil. Além do peso financeiro para o sindicato, a nova medida previa penalidades individuais para os servidores que aderissem à paralisação.
“A gente tem respeito ao servidor. O sindicato decidiu encerrar a greve para que o trabalhador não tenha nenhum tipo de prejuízo individual”, afirmou Eliel.
Próximos passos e embate jurídico
Apesar da suspensão das atividades, o movimento não foi dado como encerrado definitivamente. O departamento jurídico do sindicato já protocolou um pedido de cassação da liminar que classificou a greve como ilegal.
A estratégia da categoria é clara: aguardar o posicionamento da Justiça. Caso a liminar seja derrubada, o sindicato pretende retomar a paralisação imediatamente. Por enquanto, a orientação é que os servidores retornem aos seus postos de trabalho e registrem o ponto regularmente.
Confusão e suspensão de sessão na Câmara Municipal
A tarde também foi marcada por tensão na Câmara de Vereadores. Após o anúncio da suspensão da greve, um grupo de servidores seguiu de forma espontânea para o Legislativo para acompanhar a sessão.
De acordo com o vice-presidente do sindicato, houve uma tentativa de mediação para que a entidade fizesse uso da tribuna por cinco minutos, visando pedir apoio aos parlamentares. No entanto, não houve autorização da fala, o que gerou protestos do público presente.
Diante das manifestações nas galerias, a sessão foi inicialmente suspensa e, posteriormente, encerrada pelo presidente da Câmara. Uma nova sessão foi convocada apenas para a próxima quarta-feira. O sindicato reforçou que a manifestação na Câmara foi uma iniciativa espontânea dos servidores presentes e não uma ação orquestrada pela diretoria.
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