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Política

Senado institui CPI para investigar o crime organizado

Senado cria CPI para investigar o crime organizado no Brasil, focando em facções e milícias. Comissão buscará medidas legislativas eficazes.

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Agência Senado
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Na terça-feira, 17 de outubro, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, anunciou em Plenário a leitura do requerimento que visa a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado. O objetivo da comissão é investigar a atuação, expansão e funcionamento das organizações criminosas em território nacional, com foco especial nas facções e milícias que operam no Brasil.

A proposta, apresentada pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), já conta com o apoio de 31 assinaturas e agora segue para a fase de indicação dos membros por parte dos partidos. A expectativa é que o colegiado, composto por 11 membros titulares e 7 suplentes, seja instalado logo após o recesso legislativo de julho. A CPI terá um prazo de funcionamento de 120 dias e um limite de despesas estipulado em R$ 30 mil.

Durante a sessão, Davi Alcolumbre destacou que a criação da CPI foi acordada previamente com Alessandro Vieira e outros senadores após a conclusão da CPI das Bets na semana anterior. Ele ressaltou a importância da investigação, que irá explorar o modus operandi das organizações criminosas, bem como as condições que permitem sua instalação e crescimento nas diversas regiões do Brasil. O intuito é identificar soluções adequadas para combater essas estruturas criminosas, especialmente através do aprimoramento da legislação vigente.

Alessandro Vieira expressou sua gratidão pela leitura do requerimento e enfatizou a seriedade do desafio que os senadores terão pela frente. “Estou convicto de que, se realizarmos um trabalho sério, sóbrio e equilibrado, poderemos entregar ao Brasil uma das CPIs mais relevantes dos últimos anos. O crime organizado tem dominado cada vez mais nosso território e está inserido em atividades econômicas significativas. Infelizmente, essa realidade se estende até as estruturas públicas”, afirmou o senador.

De acordo com dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, em 2022 o Brasil registrou aproximadamente 47,3 mil mortes violentas intencionais. Isso representa uma taxa alarmante de 23,3 homicídios por 100 mil habitantes, posicionando o país entre os mais violentos do mundo segundo o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC).

Além da violência física, o impacto econômico gerado pelo crime organizado é igualmente preocupante. Relatórios indicam que as facções podem lucrar até R$ 335 bilhões apenas com a exportação de cocaína para a Europa se todo o volume interceptado no Brasil fosse destinado ao continente. As milícias, por sua vez, obtêm receita através da cobrança de taxas ilegais e controle sobre serviços em áreas vulneráveis.

Alessandro Vieira afirmou ainda que a CPI buscará esclarecer as estruturas envolvidas no crime organizado, responsabilizar os envolvidos e propor medidas legislativas eficazes. Segundo ele, as facções criminosas e milícias têm ampliado sua influência sem uma resposta coordenada do Estado. “Esta comissão será uma oportunidade crucial para aprofundar as investigações e expor o funcionamento das redes criminosas. Além disso, buscamos propor mudanças legislativas que visem cortar o fluxo financeiro dessas organizações e fortalecer a segurança pública no Brasil”, concluiu.

Fonte: Agência Senado

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Luis Carlos Pimentel
Autoria
Luis Carlos Pimentel
Formado em Técnica Contábil, estudou Jornalismo na Faculdade Secal. Há 40 anos trabalha em meios de comunicação social. Trabalhou em emissoras de rádio, jornais impressos e portais. Registro Mtb/PR - 4451
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