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Seis anos, por Renata Régis Florisbelo

Ele tinha seis anos. Junto dele, sempre, a mãe. O filho era seu universo. E tal universo era vasto, envolvia trabalho, chefe, muitas coisas sobre as quais ela prestava contas. Séria e eficiente, sem se dar conta, cada vez mais assumia tarefas que nem eram da sua conta. A própria chefe lhe cobrava novos serviços […]

Seis anos, por Renata Régis Florisbelo
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Ele tinha seis anos. Junto dele, sempre, a mãe. O filho era seu universo. E tal universo era vasto, envolvia trabalho, chefe, muitas coisas sobre as quais ela prestava contas. Séria e eficiente, sem se dar conta, cada vez mais assumia tarefas que nem eram da sua conta. A própria chefe lhe cobrava novos serviços para em seguida dar bronca-conselho dizendo para ela aprender a dizer “não”. Para aquela chefe não existia “não”.

E o menino seguia com ela, onde fosse. Só não lhe acompanha no trabalho, fisicamente. Em pensamentos e sentimentos era o primeiro a reinar absoluto. Alguma coisa naquele olhar intrigava, alguma coisa fazia aquele corpo magro parecer colossal quando o assunto era o filho. Intriga que algumas mães carreguem o toque da perfeição quando tocam num filho, quando nem tocam, mas encaminham. Marisa das cachoeiras, posto que na primeira vez que a vi e o menino, havia ao fundo uma cachoeira, numa confraternização de trabalho. Aquele menino já deve ser adulto. Já deve ser pai. Aposto que ela ainda lhe lança o mesmo olhar.

Autoria: Renata Regis Florisbelo

 

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Renata Regis Florisbelo
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Renata Regis Florisbelo
É escritora, autora de 16 livros (o 17º já esta em trabalho de parto) e catalisadora cultural. Divulga poemas curtos, diariamente, nas redes sociais desde 2014. Tem mais de 690 textos publicados nos veículos de comunicação dos Campos Gerais, incluindo os vídeos com leituras interpretativas autorais produzidos para o BNT. É integrante da Academia de Letras dos Campos Gerais, do Centro Cultural Professor Faris Michaele (atual presidente), da Academia Ponta-grossense de Letras e Artes, do Centro de Letras do Paraná e patronesse da Academia de Letras do Centro do Paraná. Encontra na arte seu nicho por onde desvelar seu melhor olhar para o mundo.
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