Projeto pioneiro de ressocialização feminina é lançado em Ponta Grossa
A empresa BR7 Sistemas de Armazenagem inicia programa que oferece emprego e qualificação a mulheres privadas de liberdade.

Em uma solenidade realizada nesta sexta-feira (23), na sede da BR7 Sistemas de Armazenagem, no Distrito Industrial de Ponta Grossa, foi lançado oficialmente o projeto “BR7 Mulheres de Aço – Reconstrução de vidas e transformações de famílias através do trabalho”. A iniciativa inédita na cidade e no estado busca ressocializar mulheres privadas de liberdade por meio de emprego e qualificação profissional, com o objetivo de romper ciclos de exclusão social e reduzir a reincidência criminal. O evento contou com a presença de autoridades locais, representantes do sistema de justiça e segurança, além de participantes do próprio projeto.
O diretor da BR7, Denoir Marins, destacou a motivação que deu origem ao projeto: “Muitas empresas de Ponta Grossa têm mão de obra de penitenciárias masculinas, e eu questionei ao DEPEN: quantas empresas utilizam mão de obra feminina? Me disseram que nenhuma. Foi aí que eu vi que precisávamos de um projeto para as mulheres, elas também precisam ter voz”. O Delegado-chefe da 13ª Subdivisão Policial, Nagib Nassif Palma, também destacou a importância social da iniciativa: “Esse projeto permite que as mulheres sejam retiradas de trás das grades, venham para a empresa, trabalhem, sejam produtivas e cumpram suas penas, reduzindo muito a possibilidade de voltarem a delinquir”.
Também presente no lançamento, o coordenador regional da Polícia Penal de Ponta Grossa, William Daniel de Lima Ribas, reforçou o caráter inovador do projeto: “Temos inúmeras parcerias com o público masculino, mas essa parceria para absorção de mão de obra feminina é pioneira. A BR7 iniciou esse processo, nos procurou oferecendo oportunidades”. Para ele, o projeto representa mais do que emprego: “Significa oportunizar também para as mulheres, que até então não eram atendidas, a chance de aprender, se profissionalizar, ter uma renda e depois serem reinseridas no mercado de trabalho”.
Leia mais: ACGF/Gerencial e APAF Paranaguá se enfrentam em duelo direto pela liderança da Série Bronze
Em entrevista, uma das participantes do projeto expressou o sentimento das mulheres envolvidas: “É uma honra para nós estar fazendo parte do projeto Mulheres de Aço. Para as presas femininas, que vêm de um sistema prisional carente, é uma chance de deixar um legado e de sermos reinseridas na sociedade”. Ela também deixou um recado para o mercado: “Não é porque viemos de um sistema prisional que somos diferentes de qualquer outro funcionário. Viemos com a mesma energia ou até mais energia que qualquer pessoa que passe pelo processo seletivo. A iniciativa da BR7 é uma oportunidade para que outras empresas nos olhem com o mesmo olhar de dignidade”.
O evento contou ainda com a participação da prefeita de Ponta Grossa, Elizabeth Schmidt (União), e do presidente da Câmara Municipal, Julio Küller (MDB), que destacou o papel transformador da iniciativa: “Este é um exemplo concreto de como o setor privado pode contribuir para a transformação social. Não é apenas uma questão de oferecer emprego, mas de oferecer dignidade e reconstrução de vidas”, afirmou o vereador, parabenizando a BR7 pela liderança no projeto.
O projeto “Mulheres de Aço” marca um avanço significativo na política de ressocialização da cidade, integrando poder público, sistema de segurança e iniciativa privada. Além de qualificar as mulheres, o projeto promove a dignidade humana, previne a reincidência e colabora para uma sociedade mais justa e segura.
*Das assessorias























