Prefeita de PG defende mudanças na merenda escolar e cita limite prudencial da Prefeitura
A prefeita destacou ainda a sobrecarga enfrentada pelas equipes que trabalhavam nas cozinhas das escolas municipais

A prefeita de Ponta Grossa, Elizabeth Schmidt, defendeu nesta quinta-feira (28), durante entrevista concedida ao BnT News, a terceirização da merenda escolar no município. O tema vem sendo alvo de críticas por parte de vereadores da oposição, principalmente em relação à atuação da nova empresa responsável pelo serviço nas escolas municipais.
Durante a entrevista, Elizabeth afirmou que o antigo modelo enfrentava diversos problemas estruturais e operacionais, mas que, segundo ela, a situação não recebia atenção antes das mudanças promovidas pela Prefeitura.
“A merenda escolar tinha todo um fluxo, tinha mil problemas que ninguém nunca foi lá olhar. Depois que a gente resolveu fazer uma ação, daí todo mundo foi lá”, declarou a prefeita.
A prefeita destacou ainda a sobrecarga enfrentada pelas equipes que trabalhavam nas cozinhas das escolas municipais. Segundo ela, havia unidades com centenas de alunos sendo atendidos por um número reduzido de profissionais.
“Eu via mais o lado humano. Eu ia numa escola com 500 crianças, com três, quatro pessoas trabalhando na merenda, para oferecer quatro refeições por dia”, comentou.
A prefeita também ressaltou a dimensão do serviço realizado pela rede municipal de ensino, afirmando que são servidas mais de 90 mil refeições diariamente em Ponta Grossa.
“Precisava mudar isso. Precisava pôr mais gente. Tanto é que a nova empresa está contratando 200 pessoas”, afirmou.
Durante a entrevista, Elizabeth ainda argumentou que a Prefeitura enfrenta limitações legais para ampliar o quadro de servidores efetivos devido ao limite prudencial de gastos com pessoal. Segundo ela, a terceirização também representa geração de empregos indiretos na cidade.
“O poder público é um dos maiores empregadores da cidade. Mas também precisamos olhar quantos empregos são gerados pelas terceirizadas”, disse.
A prefeita citou ainda outros setores da administração pública, como obras de pavimentação, para defender o modelo de contratação indireta de serviços. O debate sobre a terceirização da merenda escolar segue repercutindo entre vereadores, comunidade escolar e servidores municipais.
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