PF deflagra Operação Exchange contra rede ligada ao PCC que lavou R$ 10 bilhões do tráfico
Alvos da operação incluem brasileiros e empresas sancionados pelos Estados Unidos nesta semana; Justiça bloqueou mais de R$ 10,4 bilhões dos investigados.

A Polícia Federal (PF) está nas ruas de São Paulo para desarticular uma organização criminosa especializada na lavagem de dinheiro para o tráfico internacional de drogas. Batizada de Operação Exchange, a ofensiva mira um grupo que teria movimentado mais de R$ 10 bilhões e que atua em conjunto com a facção Primeiro Comando da Capital (PCC).
Ao todo, 50 policiais federais estão mobilizados para cumprir 13 mandados de busca e apreensão e 11 mandados de prisão temporária. As ações ocorrem simultaneamente na capital paulista e nas cidades de Santos, Praia Grande e Santana de Parnaíba.
Os principais alvos da operação são os mesmos que sofreram sanções do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos no início desta semana: dois cidadãos brasileiros e três empresas. Eles são acusados pelas autoridades de operar um complexo esquema de ocultação de bens para financiar e expandir as atividades ilícitas do PCC.
O esquema de lavagem e bloqueio de bens
De acordo com as investigações da PF, a estrutura financeira do grupo era altamente diversificada para despistar as autoridades. O esquema envolvia desde o transporte físico de grandes volumes de dinheiro em espécie até o uso intensivo de tecnologias modernas. Os recursos eram pulverizados por meio de:
-
Transferências de criptoativos (moedas digitais);
-
Operações bancárias de grande vulto;
-
Repasses em cascata entre contas de pessoas físicas e jurídicas (empresas de fachada).
Para estancar a sangria e descapitalizar a organização, a Justiça determinou o sequestro de bens e valores dos investigados, resultando no bloqueio de cerca de R$ 10,4 bilhões em ativos ligados ao grupo.
Os detidos na operação responderão, inicialmente, pelos crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa e associação para o tráfico internacional, cujas penas somadas podem ultrapassar 30 anos de prisão.
Leia também:
Família de PG pede ajuda para encontrar homem desaparecido























