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Repórter Sassá: Após erro de sistema, audiência é remarcada para 12 de novembro

Falha na inserção de documentos virtuais havia jogado a audiência de instrução e julgamento para daqui a dois anos. Nova decisão judicial conserta o erro e define data para o final de 2026.

Repórter Sassá: Após erro de sistema, audiência é remarcada para 12 de novembro
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O andamento do processo envolvendo Marcos Eduardo Rosa dos Santos, conhecido como repórter Sassá, passou por uma reviravolta de datas no 1º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, no Fórum de Ponta Grossa. A audiência de instrução e julgamento, que por conta de uma falha havia sido jogada para 29 de abril de 2028, foi corrigida e agora acontecerá no dia 12 de novembro de 2026, às 13h30.

O caso chamou a atenção no início da semana. A sessão original estava prevista para a última segunda-feira (29), mas acabou adiada devido a uma mudança no expediente do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) gerada pelo jogo da Seleção Brasileira. Ao ser remarcada, o sistema apontou o ano de 2028.

No entanto, a Justiça emitiu uma nova decisão esclarecendo que essa data distante se tratou, na verdade, de um erro material na inserção de documentos pelo sistema virtual. Com o erro devidamente reconhecido e consertado, o rito processual volta à normalidade com a audiência confirmada para novembro deste ano.

Relembre o caso

A audiência agendada para novembro é uma etapa fundamental no processo em que Sassá figura como réu, referente ao episódio de violência doméstica que culminou em sua prisão em flagrante no dia 22 de junho de 2025, no bairro Contorno.

O Ministério Público do Paraná (MPPR), por meio da 16ª Promotoria de Justiça, denunciou o comunicador pela prática de três crimes ocorridos na mesma manhã:

  • Agressão Física: O acusado teria desferido um tapa no rosto da ex-namorada e arranhado sua mão em uma chácara.

  • Dano ao Patrimônio: Logo após as agressões, o denunciado teria tomado o celular da vítima de forma violenta e o arremessado ao chão, destruindo o aparelho.

  • Descumprimento de Medida Protetiva: Cerca de duas horas depois, Sassá teria ido à casa da mãe da vítima, quebrando uma ordem judicial expedida em janeiro de 2025 que o proibia de se aproximar a menos de 200 metros das duas e de sua residência.

A assistência de acusação espera que a audiência de instrução e julgamento de novembro sirva para ratificar as provas já anexadas aos autos. O MPPR solicita a condenação criminal, o ressarcimento do celular destruído e uma indenização por danos morais no valor mínimo de R$ 2.000,00 para cada uma das vítimas (a ex-namorada e a mãe dela).

Posição da Defesa

Desde o dia da sua detenção, Marcos Rosa tem sustentado sua inocência. Em declarações anteriores à nossa reportagem, o repórter minimizou o episódio, classificando-o apenas como um atrito verbal. “Não houve agressão, só uma discussão”, declarou à época, alegando que ele próprio seria a verdadeira vítima da situação.

A defesa do comunicador continua sendo conduzida pelo escritório Madureira e Advogados Associados. Nossa equipe de jornalismo do BnT mantém o espaço aberto para que a defesa se manifeste oficialmente sobre os novos desdobramentos e a nova data estipulada pela Justiça.

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Igor Rugilo
Autoria
Igor Rugilo
Igor Rugilo é repórter policial no Boca no Trombone desde 2023. Com mais de uma década na comunicação, iniciou sua trajetória em 2013 como sonoplasta em uma rádio da cidade, onde despertou a paixão pela área policial. Tendo cursado Jornalismo na Unisecal, hoje dedica-se à cobertura de segurança pública, levando informação ágil aos leitores.
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