Inspetor de escola particular é preso após denúncia de estupro contra alunas em PG
Homem de 68 anos se aproveitava da função para cometer os abusos. O caso veio à tona após o relato de crianças de 9 anos durante um evento de Dia das Mães na instituição.

A máscara caiu para um homem de 68 anos na manhã desta quarta-feira (01). Em uma ação rápida, a Polícia Civil do Paraná (PCPR), por meio do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente (Nucria), prendeu o indivíduo no bairro Uvaranas. Ele é o principal alvo de uma investigação grave e revoltante: o crime de estupro de vulnerável praticado dentro do ambiente escolar.
O Crime e a Coragem das Vítimas
De acordo com a delegada responsável pelo caso, Renata Batista, o suspeito se aproveitava da sua função de inspetor e monitor em uma renomada escola particular do município para cometer os crimes. Utilizando-se do acesso e da confiança inerentes ao cargo, ele praticava atos libidinosos de forma reiterada contra as estudantes durante a rotina escolar.
O esquema criminoso começou a ruir no dia 7 de maio de 2026. Logo após uma emocionante apresentação de Dia das Mães na escola, duas alunas de apenas 9 anos de idade romperam o silêncio. Em um relato espontâneo e corajoso, as crianças detalharam as condutas invasivas do funcionário às suas mães, que imediatamente buscaram as autoridades.
Demissão e Novas Descobertas
Assim que a direção do colégio foi notificada pelas famílias, uma sindicância interna foi instaurada a toque de caixa. A apuração confirmou o comportamento inadequado do inspetor, resultando em sua demissão sumária por grave violação das normas de conduta e ética da instituição.
Com o caso nas mãos do Nucria, as investigações avançaram rapidamente. A equipe policial não apenas confirmou as denúncias iniciais, como identificou uma terceira vítima, uma adolescente de 12 anos. Além disso, o levantamento da ficha criminal do suspeito revelou que ele já possuía antecedentes criminais por ato obsceno.
Prisão e Apreensões
Diante da gravidade dos fatos e do risco às investigações, a PCPR representou pela prisão temporária do idoso, pedido que foi prontamente deferido pelo Poder Judiciário. O mandado tem prazo inicial de 30 dias, tempo essencial para evitar a destruição de provas e garantir o andamento do inquérito.
Durante a operação em Uvaranas, os agentes também cumpriram um mandado de busca e apreensão na residência do investigado. No local, foi apreendido um aparelho celular que será encaminhado para perícia técnica. O objetivo da polícia agora é varrer o dispositivo em busca de provas e verificar se existem outras vítimas que ainda não denunciaram os abusos.
O homem foi conduzido sob custódia para a Cadeia Pública Hildebrando de Souza, onde permanecerá à disposição da Justiça até a conclusão das investigações.
DENUNCIE: O Silêncio Protege o Criminoso
A Polícia Civil do Paraná reforça o seu compromisso inabalável no combate à violência contra crianças e adolescentes. O Nucria trabalha diuturnamente na condução de investigações rigorosas e na solicitação de medidas protetivas para garantir a segurança dos menores.
A colaboração da sociedade é a principal arma contra esse tipo de crime. Se você suspeita ou tem conhecimento de qualquer caso de abuso, denuncie. O sigilo é absoluto.
Canais de Denúncia:
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197 – Polícia Civil do Paraná
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181 – Disque-Denúncia
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Diretamente na sede do NUCRIA em Ponta Grossa
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