PCPR prende jovem investigado por indução à automutilação e crimes sexuais no Paraná
As investigações tiveram início em outubro de 2025, no município de Palmas, no sudoeste do Paraná

A prisão ocorreu no âmbito da Operação Vulture, que contou com a atuação conjunta da Polícia Civil de Pernambuco, por meio do Núcleo de Investigações Qualificadas da Diretoria de Polícia do Interior (DPI), e com apoio técnico do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), ligado ao MJSP. Durante o cumprimento do mandado, um aparelho celular foi apreendido e será submetido à perícia.
De acordo com o Ministério da Justiça, o suporte técnico-informacional prestado pelo Ciberlab, vinculado à Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), foi fundamental para fortalecer a cooperação interestadual no enfrentamento de crimes cibernéticos praticados contra crianças e adolescentes. O apoio teve como finalidade subsidiar a atuação da Polícia Judiciária, respeitando as atribuições legais das corporações envolvidas.
Para o secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, a operação evidencia a importância da integração entre os entes federativos. Segundo ele, o MJSP mantém o compromisso de apoiar tecnicamente as polícias civis no combate aos crimes digitais e na proteção de crianças e adolescentes.
“O Ministério tem investido na capacitação contínua e no fortalecimento institucional para que as forças de segurança estejam preparadas para enfrentar os desafios do ambiente digital. A integração entre as polícias civis do Paraná e de Pernambuco e a Senasp foi decisiva para o êxito da operação”, afirmou.
Investigação começou após denúncia da família
As investigações tiveram início em outubro de 2025, no município de Palmas, no sudoeste do Paraná, após o pai de uma adolescente de 14 anos procurar a polícia. Ele relatou que a filha mantinha contato com um desconhecido por meio de aplicativo de mensagens e apresentava comportamentos de automutilação.
No decorrer das apurações, a Polícia Civil do Paraná identificou que a vítima foi aliciada em uma plataforma digital. Segundo a investigação, o suspeito passou a induzi-la, por meio de mensagens, à automutilação e à produção de fotos e vídeos íntimos.
O inquérito apura a prática do crime previsto no artigo 122, parágrafo 4º, do Código Penal, além de crimes descritos nos artigos 240, 241-A e 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), relacionados à produção, ao armazenamento e ao compartilhamento de material de abuso sexual infantil.
Com base nos elementos reunidos, a PCPR solicitou ao Poder Judiciário os mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão, que foram devidamente cumpridos. As investigações seguem em andamento sob responsabilidade da Polícia Civil do Paraná.
Operação Vulture
O nome da operação faz referência ao perfil predatório do investigado, que, conforme a polícia, atuava de forma reiterada em ambientes digitais, explorando a vulnerabilidade emocional de crianças e adolescentes para a prática de violência psicológica e exploração sexual.
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