Operação Contenção: Rapper Oruam, mãe e irmão são considerados foragidos da Justiça no Rio
Justiça decreta prisão de Oruam e familiares por lavagem de dinheiro para o CV; Polícia Civil aponta que rapper integra braço financeiro da facção criminosa.

O rapper Oruam, sua mãe, Márcia Nepomuceno, e seu irmão, Lucas Santos Nepomuceno, entraram oficialmente para a lista de procurados da Justiça fluminense. A informação foi confirmada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) nesta quarta-feira (29), após os três não serem localizados durante a Operação Contenção, que visa asfixiar o braço financeiro da facção criminosa Comando Vermelho (CV).
A “Engrenagem Financeira” do Tráfico
As investigações da PCERJ apontam que o artista e seus familiares desempenham papéis estratégicos na logística financeira da organização. Segundo a polícia, o grupo operava um sistema estruturado de recebimento e fragmentação de valores ilícitos vindos do tráfico de drogas.
O esquema funcionava da seguinte forma:
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Repasse: Lideranças do CV enviavam grandes quantias para operadores financeiros, incluindo membros da família de Oruam.
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Ocultação: Os valores eram fragmentados em contas de terceiros (“laranjas”) para pagar despesas pessoais, adquirir bens de luxo e ocultar o patrimônio real.
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Incompatibilidade: A polícia ressalta que a renda declarada pelos investigados é totalmente incompatível com a movimentação milionária detectada nas contas bancárias.
A Sombra de Marcinho da VP
A investigação também reforça que, mesmo preso, Marcinho da VP (pai de Oruam) mantém influência central na facção. Diálogos interceptados entre lideranças e até milicianos confirmam que as operações financeiras passavam pelo núcleo familiar do detento. Durante a operação desta quarta, agentes percorreram endereços de luxo em Jacarepaguá e na Barra da Tijuca em busca dos suspeitos.
Balanço da Operação
A Operação Contenção já apresenta números expressivos no combate ao crime organizado:
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Prisões: Mais de 300 criminosos detidos.
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Confrontos: 136 suspeitos mortos em trocas de tiros.
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Arsenal: 470 armas apreendidas, sendo 190 fuzis, além de 51 mil munições.
Nesta quarta-feira, Carlos Alexandre Martins da Silva, apontado como um dos principais operadores financeiros do esquema, foi preso. Já Oruam e seus familiares, por possuírem mandados de prisão expedidos e não terem sido encontrados, são agora considerados foragidos da Justiça.
Via Metrópoles
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