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Política

Lula critica sanções e reafirma defesa da democracia na ONU

Em discurso na ONU, Lula critica sanções dos EUA, alerta para crise do multilateralismo e defende democracia brasileira.

Presidente Lula discursa na ONU criticando sanções dos EUA e defendendo democracia
Ricardo Stuckert/PR
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu a Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) com um discurso contundente contra as sanções unilaterais impostas pelos Estados Unidos ao Brasil. Lula afirmou que o mundo vive uma “desordem internacional” e que o multilateralismo enfrenta uma “nova encruzilhada”.

“Assistimos à consolidação de uma desordem internacional marcada por seguidas concessões à política do poder, atentados à soberania, sanções arbitrárias. Intervenções unilaterais estão se tornando regra”, afirmou o presidente.

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Para Lula, há um “evidente paralelo” entre o enfraquecimento das instituições internacionais e a crise da democracia global. Ele alertou que forças autoritárias se aproveitam da omissão dos países para avançar sobre direitos e liberdades.

“O autoritarismo se fortalece quando nos omitimos frente a arbitrariedades. Quando a sociedade internacional vacila na defesa da paz, da soberania e do direito, as consequências são trágicas”, declarou.

Tarifaço

O presidente se referia às tarifas de 50% impostas pelo governo de Donald Trump aos produtos brasileiros e às tentativas de interferência no Supremo Tribunal Federal (STF). Em julho, os EUA aplicaram a Lei Magnitsky ao ministro Alexandre de Moraes, relator do processo que julga o ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.

A Lei Magnitsky bloqueia bens, empresas e restringe viagens aos Estados Unidos de pessoas consideradas violadoras de direitos humanos. Além de Moraes, outros ministros do STF, como Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Flávio Dino, Cristiano Zanin, Dias Toffoli, Luís Roberto Barroso e Edson Fachin, tiveram seus vistos cancelados.

Na véspera do discurso, o governo norte-americano anunciou sanções contra a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes. A decisão foi classificada por Brasília como uma “agressão” e o Itamaraty divulgou nota oficial afirmando que o Brasil “não se curvará”.

Lula encerrou sua fala destacando a resistência do Brasil frente a ataques às instituições. “Mesmo sob ataques sem precedentes, o Brasil optou por resistir e defender sua democracia, reconquistada há 40 anos, após duas décadas de governos ditatoriais”, disse.

*Com informações da Agência Brasil

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