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Lula articula reação após EUA estudarem classificar facções brasileiras como terroristas

Lula conversa com líderes da América Latina após EUA estudarem classificar facções brasileiras como terroristas, como PCC e Comando Vermelho.

Lula articula reação após EUA estudarem classificar facções brasileiras como terroristas
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou conversas com líderes da América Latina após o governo dos Estados Unidos estudar classificar facções brasileiras como terroristas, incluindo o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). O tema ganhou repercussão internacional e pode gerar novos atritos diplomáticos entre Brasília e Washington.

Nos últimos dias, Lula manteve contato telefônico com a presidente do México, Claudia Sheinbaum, e com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro. Os dois países já enfrentaram situação semelhante após o governo americano rotular cartéis de drogas como organizações terroristas estrangeiras.

A movimentação ocorre em meio a informações de que o governo do presidente Donald Trump estuda aplicar a mesma classificação às duas maiores facções criminosas do Brasil.

Segundo autoridades americanas, o PCC e o Comando Vermelho representam ameaças relevantes à segurança regional e podem ser enquadrados como grupos que praticam terrorismo. A designação permitiria ampliar instrumentos de combate ao crime organizado internacional.

Entre as medidas possíveis estão o congelamento de ativos financeiros, ampliação do monitoramento de integrantes das organizações criminosas, restrições de visto, sanções econômicas e intensificação da cooperação de inteligência.

No entanto, interlocutores do governo brasileiro afirmam que o país resiste à proposta de classificar facções brasileiras como terroristas. Segundo integrantes do Palácio do Planalto, a legislação nacional possui critérios específicos para o enquadramento de terrorismo.

Pela lei brasileira, o crime de terrorismo exige motivação baseada em xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia ou religião, o que não se enquadraria na atuação das facções criminosas.

Integrantes do governo também defendem que o combate ao crime organizado transnacional deve ocorrer por meio de cooperação policial e judicial entre os países, e não por classificações unilaterais.

O tema também já foi tratado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, em conversa com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio.

Nos bastidores diplomáticos, o assunto pode se tornar um ponto sensível na preparação de um possível encontro entre Lula e Donald Trump, que vem sendo negociado há meses, mas ainda não possui data definida.

A avaliação de integrantes do governo brasileiro é que a classificação de facções brasileiras como terroristas pode gerar consequências políticas e jurídicas complexas, além de abrir espaço para novas tensões na relação entre os dois países.

Leia também: Câmara aprova uso obrigatório de tornozeleira por agressores de mulher

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Fabiano Blageski
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Fabiano Blageski
Radialista em Ponta Grossa, atuou em rádios, TV e sites, com experiência no microfone e nos bastidores. Apaixonado por comunicação, entretenimento e notícias, também é promoter de eventos, assessor de imprensa, destacando-se pela versatilidade e busca constante por aprendizado.
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