Morre Figueira Júnior, dublador de Dragon Ball e Futurama, aos 60 anos
Morre dublador de Dragon Ball, Figueira Júnior, aos 60 anos. Artista também deu voz a Fry, de Futurama, e marcou gerações de fãs.

Morre dublador de Dragon Ball. O ator e dublador Figueira Júnior faleceu aos 60 anos, conforme informado na madrugada deste sábado (27). Conhecido por dar voz ao Androide 17 na versão brasileira de Dragon Ball e a Fry, protagonista de Futurama, o artista marcou gerações de fãs da cultura pop com uma carreira consolidada na dublagem nacional.
A notícia foi compartilhada nas redes sociais pela atriz e dubladora Tânia Gaidarji, conhecida por interpretar Bulma em Dragon Ball. Em uma homenagem emocionada ao amigo, ela lamentou sua partida. A também dubladora Fátima Noya, voz de Gohan e Goten crianças na franquia Dragon Ball, confirmou a informação. Até o momento, a causa da morte não foi divulgada.
Figueira Júnior nasceu em São Paulo em 1º de janeiro de 1966 e iniciou sua trajetória na dublagem em 1987, quando realizou estágio no estúdio Álamo. Nos primeiros anos de carreira participou de pequenas produções, mas rapidamente conquistou espaço até assumir personagens de grande destaque no universo dos animes, filmes e séries.
Entre seus trabalhos mais conhecidos está o Androide nº 17, personagem presente em Dragon Ball Z, Dragon Ball GT e Dragon Ball Super. Sua interpretação ajudou a consolidar a identidade do personagem para o público brasileiro, tornando sua voz uma das mais lembradas pelos fãs da franquia.
Além de Dragon Ball, Figueira Júnior também eternizou o personagem Fry, protagonista da animação Futurama. Ao longo da carreira, participou de diversas produções de sucesso, emprestando sua voz para Kain Fuery, de Fullmetal Alchemist; Jim Levenstein, interpretado por Jason Biggs na franquia American Pie; Sub-Zero no filme Mortal Kombat 2: A Aniquilação; Mouse em Matrix; Kazuki Fuchouin, de Get Backers; além dos personagens Shadi e Espa Roba em Yu-Gi-Oh!.
Sua atuação não se limitou ao trabalho como dublador. Figueira Júnior também exerceu a função de diretor de dublagem em importantes estúdios brasileiros, como Clone e Studio Gábia. Entre os trabalhos dirigidos por ele está o filme Evangelion: 1.0 You Are (Not) Alone, reconhecido entre os fãs da animação japonesa.
Outro legado importante deixado pelo artista foi dentro da própria família. Ele era tio do ator e dublador Daniel Figueira, conhecido por interpretar Tanjiro Kamado na versão brasileira de Demon Slayer. Foi o próprio Figueira Júnior quem levou o sobrinho ainda criança ao estúdio Álamo, quando surgiram oportunidades para vozes infantis.
A morte de Figueira Júnior gerou grande comoção entre colegas de profissão e admiradores da dublagem brasileira. Nas redes sociais, fãs destacaram a importância de seu trabalho e relembraram personagens que marcaram a infância e adolescência de diferentes gerações.
Com uma carreira iniciada no fim da década de 1980, Figueira Júnior deixa um legado importante para a história da dublagem nacional, especialmente por sua contribuição em produções que conquistaram enorme popularidade no Brasil.























