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Funcionários denunciam atraso de salários da Ômega após crise da merenda escolar em Ponta Grossa

Funcionários denunciam atraso de salários da Ômega Alimentação e falta de contato da empresa após crise da merenda escolar em Ponta Grossa.

Funcionários denunciam atraso de salários da Ômega após crise da merenda escolar em Ponta Grossa
Foto: arquivo BNT
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O atraso de salários da empresa Ômega Alimentação e Serviços Especializados S/Aem Ponta Grossa motivou uma série de reclamações encaminhadas ao Portal BnT Online por trabalhadores e ex-funcionários da empresa terceirizada, que relatam falta de pagamento referente ao mês de abril e dificuldade de contato com representantes da companhia.

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Segundo os relatos recebidos pela reportagem, os salários deveriam ter sido depositados até o quinto dia útil, mas até a manhã desta segunda-feira (11), diversos trabalhadores afirmavam que ainda não haviam recebido os valores.

“Até hoje trabalhamos pela Ômega Alimentação. Estamos aguardando o nosso pagamento que iria sair hoje, mas até agora nada e nem respondem”, afirmou uma trabalhadora em mensagem enviada ao Portal BnT Online no dia 08/05.

Outra funcionária relatou dificuldades enfrentadas durante o período em que atuava nas unidades escolares do município. “Trabalhei mais de 15 dias sem vale-transporte porque tenho responsabilidade na escola. Faço as dietas especiais”, contou. Os relatos também apontam que parte dos funcionários teria sido desligada recentemente, mas segue aguardando o pagamento. “Fomos mandadas embora sexta-feira (08/05), mas nosso salário tinha que cair no quinto dia útil”, relatou outra ex-colaboradora.

Outra denúncia encaminhada por uma ex-funcionária reforça a situação envolvendo a empresa. “Trabalhei na empresa Ômega e até agora eles não depositaram o salário de abril para a gente. Estamos sem respostas porque os contatos que temos da empresa ninguém responde”, afirmou a trabalhadora.

As funcionárias que permaneceram nas escolas após a troca da terceirizada também relatam dificuldades com a nova empresa, a Soluções. Segundo os relatado, apesar da contratação já ter sido realizada, elas ainda não receberam vale-transporte para iniciar os trabalhos.

Sem receber os salários atrasados da Ômega Alimentação, trabalhadoras afirmam que não têm dinheiro para custear o deslocamento até as escolas. “Hoje (11/05), era para começar a trabalhar, mas não mandaram o vale-transporte. Não temos dinheiro para ir”, disse a funcionária.

FUNCIONÁRIOS RELATAM FALTA DE RETORNO

Além do atraso salarial, os trabalhadores afirmam que enfrentam dificuldades para obter informações da empresa. Segundo os relatos encaminhados ao Portal BnT Online, ligações e mensagens não estariam sendo respondidas pelos contatos disponibilizados pela terceirizada.

A equipe de reportagem encaminhou um pedido oficial de posicionamento à Ômega Alimentação questionando os motivos do atraso salarial, a previsão para regularização dos pagamentos e quais medidas estão sendo tomadas em relação aos trabalhadores afetados.

Até o fechamento desta matéria, a empresa Ômega Alimentação não respondeu aos questionamentos enviados pela reportagem. O espaço segue aberto para manifestação oficial.

EMPRESA ENFRENTAVA CRISE NA MERENDA ESCOLAR

A situação envolvendo a Ômega Alimentação ocorre em meio à crise da merenda escolar em Ponta Grossa. O contrato da empresa já havia sido alvo de notificações e posteriormente foi suspenso após denúncias de falhas na prestação do serviço.

O caso também passou a ser acompanhado pelo Ministério Público do Paraná (MPPR), que pediu à Justiça que a Prefeitura retome a autogestão da merenda escolar no prazo de até 60 dias. Na ação, o MPPR cita irregularidades consideradas graves, como problemas de higiene, falhas na conservação dos alimentos, insuficiência alimentar e dificuldades de fiscalização do serviço.

No fim de abril, a administração municipal notificou oficialmente a empresa após identificar irregularidades na prestação do serviço da merenda escolar. Conforme divulgado pela Prefeitura, equipes técnicas da Secretaria Municipal de Educação vinham realizando fiscalizações desde o início do contrato nº 618/2025.

O Portal BnT Online segue acompanhando o caso.

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Luísa de Andrade
Autoria
Luísa de Andrade
Jornalista formada pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), com experiência em produção de conteúdo jornalístico, apuração de pautas e cobertura de temas de interesse público. Atua na elaboração de reportagens multimídia, produção de textos informativos e cobertura de eventos, com foco em jornalismo local.
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