Foragido pelos atos de 8 de janeiro morre na Argentina
Foragido 8 de janeiro morre na Argentina após condenação de 14 anos pelo STF. Caso reforça número de fugitivos fora do Brasil.

Um foragido 8 de janeiro que morreu na Argentina e trouxe novos desdobramentos sobre os investigados e condenados pelos atos antidemocráticos ocorridos em Brasília em 2023. José Éder Lisboa, de 57 anos, faleceu na última sexta-feira (27), após passar alguns dias internado devido a problemas de saúde, segundo informações da Associação dos Familiares e Vítimas do 8 de janeiro.
José Éder era adestrador de animais e estava foragido da Justiça brasileira após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A pena estabelecida foi de 14 anos e seis meses de prisão, resultado de uma série de crimes considerados graves, incluindo tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e participação em associação criminosa armada.
A morte do foragido ocorre em meio a um cenário ainda em evolução relacionado aos atos de 8 de janeiro. Desde os ataques às sedes dos Três Poderes, o STF já condenou mais de 800 pessoas envolvidas nas invasões e depredações. As penas variam de acordo com o grau de participação de cada réu, podendo chegar a até 27 anos de prisão.
Entre os condenados, ao menos 225 casos foram classificados como de alta gravidade, envolvendo ações diretas contra o patrimônio público e a ordem democrática. Esses processos têm sido tratados com prioridade pela Corte, que busca responsabilizar os envolvidos e coibir novos episódios semelhantes.
Outro dado relevante diz respeito ao número de foragidos. De acordo com levantamento divulgado pelo STF no início do ano, 122 pessoas ainda estão fora do país ou em local desconhecido. Em cerca de metade desses casos, já foram iniciados procedimentos formais para extradição junto a autoridades internacionais.
Muitos dos investigados deixaram o Brasil após romperem tornozeleiras eletrônicas, o que agravou ainda mais a situação judicial. Caso sejam localizados e extraditados, deverão cumprir pena em regime fechado, conforme determinação do STF.
A morte de José Éder Lisboa reforça o alcance internacional das investigações e evidencia que os desdobramentos dos atos de 8 de janeiro continuam impactando o cenário jurídico e político brasileiro.
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