Feira-Verde atende milhares, mas enfrenta desafios logísticos e de armazenamento
Diante das limitações, a Secretaria afirma ter adotado medidas emergenciais, como a instalação de câmeras de segurança e o reforço na vigilância contra pragas

O Programa Feira Verde, uma das principais iniciativas sociais de Ponta Grossa, segue em expansão e já atende milhares de famílias — mas enfrenta dificuldades estruturais que acompanham esse crescimento.
Durante a sessão desta segunda-feira (30) na Câmara Municipal, o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Izaltino Cordeiro dos Santos, apresentou um balanço das ações da pasta, destacando avanços e entraves do programa.
Nos últimos anos, o Feira Verde ampliou significativamente o número de pontos de distribuição e o volume de alimentos entregues à população. Atualmente, são cerca de 110 toneladas recebidas, com predominância de produtos oriundos do atacado — entre 60% e 65% do total.
Apesar do crescimento, a estrutura não acompanhou o ritmo. Segundo o secretário, o espaço utilizado para armazenamento não foi projetado para essa finalidade. “Não encontramos projeto arquitetônico que preparasse o local para isso”, afirmou.
A gestão municipal busca agora reequilibrar a origem dos alimentos, ampliando a participação da agricultura familiar, que hoje responde por cerca de 35% a 40% do volume. Além de expandir contratos, houve aumento no valor pago aos produtores — de R$ 20 mil para R$ 40 mil — como incentivo à produção local.
Outro desafio apontado é o desperdício. As perdas variam entre 3% e 5% do total recebido, concentradas principalmente nos produtos do atacado, mais perecíveis. Já os itens provenientes da agricultura familiar apresentam índice menor, em torno de 1,5%. “Ampliar a participação desses produtores também ajuda a reduzir perdas”, destacou o secretário.
Diante das limitações, a Secretaria afirma ter adotado medidas emergenciais, como a instalação de câmeras de segurança e o reforço na vigilância contra pragas. Também estão em estudo melhorias na logística, incluindo a implementação de refrigeração nos caminhões utilizados no transporte.
“A Secretaria da Agricultura não está se negando às demandas que aparecem”, concluiu Izaltino, reconhecendo que o crescimento do programa exige soluções estruturais à altura. (Com assessoria)
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