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Política

Entidades sociais podem ter novas regras para reconhecimento de utilidade pública em PG

Na justificativa, Júlio Küller afirma que a mudança busca aperfeiçoar a legislação sem retirar o papel dos conselhos municipais no acompanhamento das entidades

Entidades sociais podem ter novas regras para reconhecimento de utilidade pública em PG
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A Câmara Municipal de Ponta Grossa aprovou, em primeira discussão, nesta segunda-feira (8), o Projeto de Lei Ordinária nº 139/2026, de autoria do presidente da Casa, vereador Júlio Küller. A proposta promove alterações na Lei nº 6.826/2001, que estabelece normas para a declaração de utilidade pública no município.

O objetivo do projeto é adequar a legislação à realidade de entidades que prestam serviços relevantes à sociedade, mas que não conseguem cumprir a exigência de cadastro em conselhos municipais por não se enquadrarem em áreas específicas já abrangidas por esses órgãos.

Pelo texto, a exigência de cadastro em conselho municipal será aplicada apenas às entidades que, conforme sua área de atuação, possam efetivamente se vincular a um conselho correspondente. Nos casos em que não houver conselho específico ou quando a atividade desenvolvida não se enquadrar nas áreas previstas, a entidade poderá comprovar sua atuação social por outros meios.

Entre as formas de comprovação previstas estão fotografias, matérias jornalísticas, declarações de órgãos públicos e documentos emitidos por instituições reconhecidas. A proposta também passa a exigir a apresentação de relatório de atividades referente ao ano anterior ao pedido de declaração de utilidade pública.

Na justificativa, Júlio Küller afirma que a mudança busca aperfeiçoar a legislação sem retirar o papel dos conselhos municipais no acompanhamento das entidades. Segundo o parlamentar, a aplicação literal da regra atual tem impedido que organizações de interesse público sejam reconhecidas formalmente, mesmo quando prestam serviços relevantes à comunidade.

Ainda conforme a justificativa, a proposta preserva o controle institucional, mas evita que entidades legítimas fiquem excluídas por causa de uma exigência considerada inexequível em determinados casos.

O projeto ainda precisa passar por nova votação no Legislativo antes de seguir para sanção do Poder Executivo.

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Luis Carlos Pimentel
Autoria
Luis Carlos Pimentel
Formado em Técnica Contábil, estudou Jornalismo na Faculdade Secal. Há 40 anos trabalha em meios de comunicação social. Trabalhou em emissoras de rádio, jornais impressos e portais. Registro Mtb/PR - 4451
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