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Política

Câmara mantém veto e redefine carreira de agentes de saúde em Ponta Grossa

Decisão sobre a carreira de agentes de saúde em Ponta Grossa mantém veto e impacta contratações futuras no município.

Câmara mantém veto e redefine carreira de agentes de saúde em Ponta Grossa
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A decisão sobre a carreira de agentes de saúde em Ponta Grossa ganhou novos desdobramentos após a Câmara Municipal manter o veto parcial do Executivo à Lei nº 15.791. A votação terminou em 11 votos a 5 e consolida mudanças importantes na estrutura dos cargos de Agente Comunitário de Saúde (ACS) e Agente de Combate às Endemias (ACE).

O projeto, de autoria do Executivo, havia sido aprovado com uma emenda da Comissão de Legislação, Justiça e Redação (CLJR), que incluía a permanência de profissionais temporários no serviço público. No entanto, esse trecho foi vetado e, com a decisão dos vereadores, não passa a integrar a legislação.

Contratos atuais seguem, mas com prazo

Um ponto essencial para entender a carreira de agentes de saúde em Ponta Grossa é a origem dos vínculos atuais. As agentes que hoje atuam na função possuem contratos por tempo determinado vinculados a programas do Governo Federal.

Na prática, isso significa que esses contratos têm prazo condicionado à duração desses programas. Quando houver o encerramento dessas iniciativas federais, os vínculos também serão finalizados, sem possibilidade de continuidade automática pela Prefeitura.

Prefeitura não pode efetivar sem concurso

Com a chamada “municipalização” da atividade, a criação de uma nova carreira exige obrigatoriamente concurso público. A legislação impede que o município absorva diretamente profissionais com contratos temporários sem esse processo seletivo.

Ou seja, as atuais profissionais poderão participar de futuros concursos, mas não há possibilidade legal de efetivação automática.

Outro ponto destacado nas razões do veto é que esse tipo de mudança de vínculo não pode ser feita por iniciativa do Poder Legislativo, reforçando o entendimento jurídico adotado pelo Executivo.

Transição será gradual

Apesar das mudanças, não haverá desligamento imediato. Os profissionais seguem atuando normalmente até o fim dos contratos vigentes. A extinção dos cargos temporários ocorrerá de forma gradual, conforme houver vacância, sem reposição nesse modelo.

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Nilson de Paula
Autoria
Nilson de Paula
Jornalista formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), mestre em Ciências Sociais Aplicadas pela mesma instituição e produtor cultural. Atua como pesquisador das rotinas e das produções jornalísticas, com foco em relações étnico-raciais, história e política, articulando comunicação, análise social e práticas culturais em sua trajetória profissional e acadêmica.
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