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Câmara aprova criação de conselho para fiscalizar obras públicas em Ponta Grossa

Na justificativa, o projeto aponta que a criação do CMFOP busca ampliar o controle social, prevenir desperdícios, evitar irregularidades e garantir mais transparência

Câmara aprova criação de conselho para fiscalizar obras públicas em Ponta Grossa
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A Câmara Municipal de Ponta Grossa aprovou, nesta segunda-feira (15), o projeto de lei que cria o Conselho Municipal de Fiscalização de Obras Públicas (CMFOP). A proposta, de autoria do vereador Geraldo Stocco, institui um órgão voltado ao acompanhamento, avaliação e fiscalização da execução de obras públicas realizadas pela administração direta e indireta do município.

O conselho terá caráter deliberativo, normativo, consultivo, propositivo, mobilizador e fiscalizador, vinculado à Secretaria Municipal de Infraestrutura e Planejamento. Entre os objetivos estão acompanhar a execução física e financeira das obras, fiscalizar contratos, prazos, aditivos e medições, além de receber denúncias e representações sobre possíveis irregularidades.

FISCALIZAÇÃO E TRANSPARÊNCIA

Pelo texto aprovado, o CMFOP poderá realizar vistorias técnicas, emitir relatórios, propor medidas de correção e sugerir a paralisação cautelar de obras que apresentem risco à segurança pública ou grave irregularidade contratual. Também está prevista a criação de um canal de denúncias integrado ao Portal da Transparência.

A Prefeitura deverá disponibilizar ao conselho, de forma digital e permanente, documentos como projetos, contratos, aditivos, medições, cronogramas físico-financeiros, ARTs/RRTs, relatórios fotográficos e dados de fiscalização interna.

COMPOSIÇÃO DO CONSELHO

O conselho será formado por 20 membros, entre representantes do poder público, entidades de classe, universidades, órgãos de controle e sociedade civil. A composição inclui representantes da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Planejamento, Controladoria Geral do Município, Câmara Municipal, Secretaria da Fazenda, Iplan, ACIPG, OAB, Ministério Público, UEPG, UTFPR, CREA-PR, CAU-PR, Defensoria Pública, UAMPG, entre outras instituições.

Os conselheiros terão mandato de dois anos, com possibilidade de uma recondução. A presidência será rotativa e anual, sem recondução imediata. As funções não serão remuneradas.

Na justificativa, o projeto aponta que a criação do CMFOP busca ampliar o controle social, prevenir desperdícios, evitar irregularidades e garantir mais transparência na aplicação dos recursos públicos em obras municipais. A Câmara já havia informado que a proposta tem como foco acompanhar o andamento de obras públicas e fortalecer a participação da sociedade no controle dos investimentos municipais.

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Luis Carlos Pimentel
Autoria
Luis Carlos Pimentel
Formado em Técnica Contábil, estudou Jornalismo na Faculdade Secal. Há 40 anos trabalha em meios de comunicação social. Trabalhou em emissoras de rádio, jornais impressos e portais. Registro Mtb/PR - 4451
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