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Ponta Grossa

CAIXA se manifesta sobre reclamações de juros abusivos em residencial Campobello Gold em Ponta Grossa

Banco afirma que cobrança segue contrato e ocorre apenas sobre valores liberados; entrega das casas depende de obra externa

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Foto: reprodução.
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Diante de denúncias de adquirentes do Residencial Campobello Gold, em Ponta Grossa, sobre supostas cobranças abusivas de juros de obra, a Caixa Econômica Federal se manifestou nesta quinta-feira (24). O banco, responsável pelo financiamento das unidades habitacionais, afirmou que os encargos cobrados seguem as regras contratuais firmadas com os compradores.

A manifestação ocorre após uma série de relatos de consumidores que dizem enfrentar cobranças mensais superiores ao valor contratado, além de atrasos na entrega das unidades. Um dos moradores afirma ter recebido boleto de R$ 1.400,14, apesar de a parcela do financiamento ser de R$ 1.150. “Já estamos pagando juros de obra mais altos do que a parcela da casa. Isso é absurdo”, reclamou. Em resposta, a CAIXA informou que os juros de obra cobrados nesta fase do contrato incidem apenas sobre os valores já liberados do financiamento e são compostos por atualização monetária, seguros obrigatórios e tarifa de administração. A amortização do saldo devedor — ou seja, o início do pagamento efetivo da parcela da casa — só começa após a entrega formal das unidades e assinatura do termo de recebimento pelos clientes.

O banco também destacou que as obras internas das unidades habitacionais do Campobello Gold já foram concluídas, e que o Certificado de Vistoria de Conclusão de Obra (CVCO) foi emitido. Restam apenas as obras de infraestrutura externa, que ainda estão em fase final de execução. O cronograma contratual prevê conclusão até setembro de 2025, com possibilidade de prorrogação por mais 180 dias, conforme estabelece a Lei nº 4.591/64. A instituição reforçou que atua exclusivamente como agente financeiro, sendo responsável por acompanhar tecnicamente o andamento da obra por meio de vistorias periódicas e liberar os recursos conforme o avanço físico. A responsabilidade técnica pela execução da construção, segundo a CAIXA, é da Rottas Construtora, conforme estabelecido nos contratos firmados entre as partes.

A reportagem do Portal Boca no Trombone (BnT) também ouviu moradores que relatam sensação de abandono no empreendimento e dificuldade para acessar os imóveis. A Rottas Construtora, por sua vez, afirma que o local conta com segurança, equipe técnica e que a entrega depende apenas da liberação de uma travessia da rede de água pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER), na região do viaduto da Rua Júlia da Costa com a BR-376. A empresa também reforçou que os juros de obra são de responsabilidade da CAIXA. O jornalismo do BnT tentou contato com o DER para esclarecimentos sobre o andamento da liberação da obra viária, mas até a publicação desta reportagem não obteve resposta. O espaço segue aberto para manifestações do órgão.

LEIA MAIS: Compradores denunciam atraso na entrega e cobrança abusiva de juros em residencial de PG

Eduardo Freitas
Autoria
Eduardo Freitas
Jornalista, bacharel em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pelo Centro Universitário Santa Amélia (UNISECAL). Com ampla experiência em veículos de comunicação, já atuou em televisão, rádio e portais de notícias. Atualmente, é repórter do Portal BnT e integra o time de apresentadores do BnT News, onde se destaca pela versatilidade e compromisso com a informação de qualidade.
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