Bola Rolando: o sinal de alerta já está ligado no Fantasma, por Ivan Vinícius
Por Ivan Vinícius Hoje é quinta-feira, 15 de janeiro de 2026, e o Bola Rolando chega com um cenário que preocupa — e muito — o torcedor do Operário Ferroviário. O início de temporada do Fantasma é ruim, tecnicamente fraco e, sobretudo, perigoso pelo contexto da competição. Em três jogos no Campeonato Paranaense, o Operário […]

Por Ivan Vinícius
Hoje é quinta-feira, 15 de janeiro de 2026, e o Bola Rolando chega com um cenário que preocupa — e muito — o torcedor do Operário Ferroviário. O início de temporada do Fantasma é ruim, tecnicamente fraco e, sobretudo, perigoso pelo contexto da competição.
Em três jogos no Campeonato Paranaense, o Operário soma uma derrota para o Londrina (2×0) fora de casa, um empate com o Maringá (1×1) em um jogo marcado pela chuva em Vila Oficinas, e mais uma derrota ontem à noite para o Athletico Paranaense (2×0), na Arena da Baixada. O resultado, por si só, até poderia ser aceitável pelo adversário, mas a forma como o time perdeu é o que acende o alerta.
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O primeiro tempo contra o Athletico foi morno, com raríssimas chances. O segundo tempo teve a única grande oportunidade do Operário em toda a partida: Vinícius Diniz deixou Aylon sozinho, cara a cara com o goleiro Micael. A escolha pela cavadinha matou a jogada. Em jogo grande, não se pode desperdiçar esse tipo de chance.
Depois disso, o Athletico foi eficiente. Abriu o placar em jogada ensaiada de escanteio e fechou a conta com um erro grave de posicionamento do goleiro Elias, que voltou a ficar adiantado em uma bola lançada de muito longe. Um frango que praticamente decretou o fim do jogo, porque o Operário não demonstrou qualquer poder de reação.
As mudanças vieram tarde e pouco alteraram o cenário. Zuluaga, Léo Gaúcho e outras mexidas não conseguiram dar resposta. O time terminou a partida sem intensidade, sem organização e sem confiança.
O problema é que a tabela não espera. O Operário é lanterna do campeonato, com apenas um ponto. O atual campeão estadual vê o Maringá, vice do ano passado, também na parte de baixo. A quarta rodada vira, mais uma vez, decisiva.
O Fantasma já retornou de Curitiba durante a madrugada e treina forte até sábado. No domingo, às 18h30, enfrenta o São Joséense, na Vila Capanema, em campo neutro. É jogo de obrigação. Pontuar não é opção. Vencer é necessidade.
O cenário ainda se complica com desfalques importantes: João Gabriel segue no departamento médico e Edwin Torres só poderá atuar a partir da quinta rodada. Enquanto isso, a pressão aumenta e o risco de flertar com o chamado “torneio da morte” é real.
Na base, a notícia é melhor. O Operarinho faz uma Copinha de alto nível e encara hoje, às 19h, o São Paulo, atual campeão, pela quarta fase. O time tem qualidade e pode jogar de igual para igual, em jogo transmitido em TV aberta.
Mas voltando ao profissional: discurso de “jogo bom” não cola. O futebol apresentado até aqui é pobre, previsível e inseguro. O Paranaense é curto, cruel e não perdoa inícios ruins.
O Fantasma precisa reagir agora. Amanhã pode ser tarde demais.























