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Política

Assembleia do PR analisa PEC que reforça combate à violência contra a mulher

A Assembleia Legislativa do Paraná começou a analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 5/2026, que busca reforçar o combate à violência contra a mulher e aos crimes contra a dignidade sexual no estado

Assembleia do PR analisa PEC que reforça combate à violência contra a mulher
Ilustração
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A Assembleia Legislativa do Paraná começou a analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 5/2026, que busca reforçar o combate à violência contra a mulher e aos crimes contra a dignidade sexual no estado. A iniciativa pretende incluir o tema como princípio constitucional, além de estabelecer novas diretrizes para a atuação do poder público.

A proposta é assinada pela Bancada Feminina da Casa, formada pelas deputadas Maria Victória, Mabel Canto, Flávia Francischini, Ana Julia, Mara Lima, Cloara Pinheiro, Cristina Silvestri, Luciana Rafagnin, Marli Paulino e Márcia Huçulak, além do presidente do Legislativo, Alexandre Curi.

Segundo os autores, o objetivo é estruturar ações permanentes e integradas para o enfrentamento da violência de gênero. A justificativa destaca que, apesar dos avanços legais, os índices desses crimes ainda exigem medidas mais eficazes, especialmente nas áreas de prevenção, proteção e responsabilização.

Proibição do Serviço Público

Um dos pontos centrais da PEC é a proibição da contratação, no serviço público estadual, de pessoas condenadas — com sentença definitiva — por crimes de violência doméstica, feminicídio ou crimes contra a dignidade sexual.

A restrição poderá permanecer válida mesmo após o cumprimento da pena, por um período que pode chegar a até oito anos, dependendo do caso. De acordo com o texto, a medida busca garantir que os quadros da administração pública estejam alinhados a valores como respeito, dignidade e proteção às pessoas.

Incenetivo e prioridade em Políticas Pùblicas

A proposta também estabelece que contratos públicos passem a considerar critérios relacionados ao combate à violência contra a mulher, incentivando práticas de proteção e enfrentamento desses crimes.

Outro ponto previsto é a priorização orçamentária para políticas públicas voltadas às mulheres, incluindo investimentos em casas-abrigo e programas de reinserção econômica. O texto reforça que a autonomia financeira é um fator essencial para que vítimas consigam romper ciclos de violência.

Educação e Tecnologia de Enfrentamento

Na área educacional, a PEC propõe ações de conscientização e formação para promover uma cultura de respeito e igualdade de gênero.

Além disso, o projeto prevê o uso de tecnologia, inteligência artificial e capacitação de agentes públicos para modernizar o combate a esses crimes. Segundo os autores, a inclusão de inovação demonstra a busca por estratégias mais eficientes diante das demandas atuais.

Tramitação

A proposta ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que avaliará sua admissibilidade. Caso avance, será criada uma Comissão Especial para discutir o conteúdo da PEC.

Somente após essa etapa o texto poderá seguir para votação em plenário, onde precisará do apoio dos deputados estaduais para ser aprovado. (Com assessoria)

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Luis Carlos Pimentel
Autoria
Luis Carlos Pimentel
Formado em Técnica Contábil, estudou Jornalismo na Faculdade Secal. Há 40 anos trabalha em meios de comunicação social. Trabalhou em emissoras de rádio, jornais impressos e portais. Registro Mtb/PR - 4451
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