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Alckmin aposta em “boa química” de Lula e Trump para negociar tarifaço

Presidente em exercício Geraldo Alckmin diz que relação entre Lula e Trump pode ajudar a resolver tarifaço de até 50% sobre produtos brasileiros.

Geraldo Alckmin fala sobre relação entre Lula e Trump e negociação do tarifaço
Tomaz Silva/Agência Brasil
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O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, afirmou nesta quarta-feira (24) que a boa relação entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode ser determinante para encerrar o tarifaço que afeta as exportações brasileiras. As taxas, que chegam a 50% sobre produtos nacionais, foram impostas em agosto e têm impactado diretamente as vendas do Brasil para o mercado norte-americano.

Alckmin participou de um evento sobre mercado de capitais na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro, onde comentou sobre a expectativa de negociação.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços destacou que a aproximação entre os dois presidentes abre espaço para diálogo diplomático. Segundo Alckmin, o encontro informal entre Lula e Trump na 80ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York, foi positivo e pode resultar em uma reunião bilateral na próxima semana.

“Nos Estados Unidos, uma boa química entre presidentes vai ajudar a buscarmos a melhor solução para resolvermos um tarifaço que não se justifica”, disse Alckmin.

Trump elogiou Lula publicamente, chamando-o de “homem muito agradável” e destacando a “química excelente” entre os dois. De acordo com o Palácio do Planalto, a proposta de reunião partiu do governo americano e foi aceita de imediato por Lula.

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As tarifas impostas pelos Estados Unidos atingem cerca de 35,9% das exportações brasileiras. Em agosto, as vendas dos produtos afetados caíram 22,4% em relação ao mesmo mês de 2024. Itens não tarifados também apresentaram queda de 7,1%, mas em menor intensidade.

Alckmin lembrou que a tarifa média de importação dos EUA é de apenas 2,7% e que, entre os dez produtos mais exportados pelos americanos ao Brasil, oito são isentos de tarifa. Para o governo, o tarifaço é injustificado e fere o equilíbrio comercial.

Questionado sobre a possibilidade de incluir nas negociações a tarifa cobrada sobre o etanol americano, Alckmin afirmou que o governo está aberto ao diálogo para rever tarifas e criar oportunidades de investimento. “Sempre tem espaço para o diálogo em questões tarifárias, não tarifárias e muita oportunidade de investimentos”, destacou.

Contexto internacional

Donald Trump tem justificado o aumento das tarifas como medida protecionista para reduzir o suposto déficit comercial com o Brasil, argumento contestado pelos números oficiais. Além de questões econômicas, Trump também citou o tratamento dado pelo Brasil ao ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado pelo Supremo Tribunal Federal por tentativa de golpe de Estado.

O resultado das negociações será crucial para os exportadores brasileiros, já que os Estados Unidos são o segundo principal parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China.

*Com informações da Agência Brasil

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