Vítima de ataque com garrafa em PG sofre com depressão e pede doação de cirurgia plástica
Após levar 37 pontos no rosto em ataque com garrafa, vítima sofre de depressão e implora por cirurgia plástica voluntária para recuperar sua dignidade.

O trauma da violência vai muito além do dia do crime. Anos após ser covardemente atacada por três adolescentes com uma garrafa de vidro quebrada no Centro de Ponta Grossa, a trabalhadora Ana voltou a procurar a equipe de jornalismo do BnT. Desta vez, o apelo é pela recuperação de sua saúde mental, de sua dignidade e da vontade de viver.
A agressão, que ocorreu na Rua Coronel Francisco Ribas, próximo ao Colégio Marista, enquanto ela voltava do trabalho para casa, em 2023, deixou marcas profundas. Na época do primeiro contato com o BnT, Ana — que é mãe de um menino de seis anos — lutava na fila do SUS para retirar um caco de vidro do olho e não perder a visão. Hoje, o desafio é lidar com o reflexo no espelho após um ataque que lhe rendeu 37 pontos no rosto.
“Fiquei com várias cicatrizes. Minha autoestima foi embora, junto com a vontade de viver”, desabafou Ana em um relato doloroso enviado à nossa equipe nesta quinta-feira (28).
Além das severas marcas físicas, a trabalhadora enfrenta agora um quadro grave de depressão, síndrome do pânico e crises de ansiedade. Ela conta que tem extrema dificuldade em se aceitar após a desfiguração causada pelos cortes profundos. A dor emocional é tamanha que Ana solicitou que as fotos de seu rosto fossem publicadas com faixas cobrindo seus olhos e boca. “Tenho muita vergonha do que me tornei”, lamenta.
Sem nenhuma condição financeira de arcar com os altos custos de procedimentos estéticos reparadores, Ana faz um apelo emocionado à solidariedade da comunidade médica de Ponta Grossa e dos Campos Gerais. Ela busca um cirurgião plástico que se sensibilize com a gravidade da sua situação e possa realizar a cirurgia de reparação das cicatrizes de forma voluntária.
“Meu apelo é se possível algum cirurgião plástico da cidade ou região se sensibilizasse e fizesse de forma voluntária, pois não tenho condições de pagar a cirurgia. Queria voltar um pouquinho da minha dignidade como mulher”, pede a trabalhadora.
Qualquer pessoa que deseje ajudar a Ana a recuperar sua dignidade e custear seu tratamento, podem entrar em contato diretamente com ela através do telefone/WhatsApp: (42) 99960-9881.
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