Igreja responde denúncias sobre barulho e nega irregularidades em Ponta Grossa
Igreja responde sobre barulho em Ponta Grossa, nega irregularidades e afirma que cultos seguem limites de ruído e horários estabelecidos.

Após a publicação da reportagem do Portal BnT Online com o relato de uma família que afirma enfrentar transtornos causados pelo som dos cultos devido à sensibilidade de uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA), a igreja procurou a reportagem para apresentar sua versão dos fatos. A redação do BnT entrou em contato com a igreja antes da primeira matéria, porém não recebeu uma resposta.
Segundo o pastor Manuel, responsável pela congregação de Ponta Grossa, a igreja funciona no mesmo endereço há aproximadamente 14 anos e, durante esse período, sempre buscou manter os cultos dentro das normas estabelecidas.
De acordo com ele, a instituição realiza investimentos para minimizar a propagação do som. Entre as medidas citadas estão a instalação de manta acústica, isolamento lateral, bateria protegida por cabine acústica (“aquário”) e a realização dos cultos com portas fechadas.
O pastor afirma que as celebrações ocorrem entre 19h30 e 21h, horário que considera compatível com o respeito ao descanso da vizinhança. “Nós fazemos o culto com as portas fechadas, som dentro dos padrões e respeitamos os horários. Colocamos isolamento acústico justamente para evitar qualquer transtorno”, declarou.
Guarda Municipal teria constatado regularidade
Outro ponto destacado pelo pastor é que, segundo ele, a Guarda Civil Municipal já foi acionada diversas vezes após reclamações de vizinhos.
Conforme seu relato, durante as fiscalizações foram realizadas medições e verificações que não apontaram irregularidades relacionadas ao volume do som. “O pessoal da Guarda foi até o local, verificou os decibéis e registrou que estava tudo dentro dos padrões”, afirmou.
Até o momento, o Portal BnT Online não teve acesso aos documentos citados pelo pastor.
Igreja nega desrespeito à criança autista
Sobre a denúncia envolvendo uma criança diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA), o pastor afirmou que respeita a situação da família, mas declarou que, segundo seu entendimento, o menino não reside permanentemente no imóvel vizinho.
Ele também ressaltou que a própria igreja possui crianças autistas frequentando as atividades religiosas.
“Nós temos três crianças autistas frequentando a igreja e cuidamos delas com muito carinho. Nosso objetivo nunca foi prejudicar ninguém”, disse.
Ainda conforme o pastor, a instituição jamais recebeu um pedido específico informando que a criança estaria presente na residência em determinado dia para que alguma medida excepcional pudesse ser adotada.
Pastor fala em perseguição
Durante a entrevista, Manuel afirmou acreditar que a igreja sofre uma perseguição por parte da vizinha responsável pelas reclamações.
Segundo ele, outros moradores da região não demonstram incômodo com os cultos e, inclusive, alguns frequentam a congregação.
“O nosso desejo é viver em paz com toda a comunidade. Respeitamos todas as religiões e queremos apenas realizar nossos cultos dentro da legalidade”, afirmou.
Igreja diz estar aberta ao diálogo
Ao final da entrevista, o pastor reiterou que a igreja permanece aberta ao diálogo e convidou a equipe do Portal BnT Online para acompanhar uma celebração no local.
Segundo ele, a intenção da instituição é demonstrar que os cultos ocorrem dentro dos limites legais, com respeito aos horários e aos moradores da região.























