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Política

Vereador critica falta de respostas sobre terceirização da merenda em PG

Câmara de Ponta Grossa discute terceirização da merenda. Vereador Mazer critica falta de transparência da Prefeitura

Vereador Mazer denuncia kits pedagógicos de R$ 872 por unidade em PG e aponta indícios de superfaturamento de R$ 8 milhões.
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Na sessão especial realizada nesta quarta-feira (5), a Câmara Municipal de Ponta Grossa recebeu as secretárias de Administração e de Educação em exercício para esclarecer detalhes sobre a licitação que prevê a terceirização da merenda escolar no município. A convocação partiu do mandato do vereador Guilherme Mazer (PT), que acompanha o processo há cerca de três meses.

Durante a reunião, Mazer destacou a insatisfação com a postura das representantes da Prefeitura, alegando que as respostas apresentadas foram evasivas.

“Infelizmente, nenhuma das nossas perguntas foi respondida de forma satisfatória. As secretárias adotaram um tom defensivo, como se fiscalizar fosse uma ofensa — quando, na verdade, é nossa obrigação enquanto vereadores”, declarou o parlamentar.

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O vereador questionou, entre outros pontos, qual seria de fato a vantagem da terceirização diante do histórico de cartel e irregularidades em contratos ligados ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Também cobrou explicações sobre a ausência de consulta aos Conselhos Municipais de Educação, Segurança Alimentar e Alimentação Escolar, o que, segundo ele, fere o princípio da gestão democrática.

Outro ponto de crítica foi a decisão da Prefeitura de impedir a participação de consórcios na licitação — medida que, conforme o parlamentar, reduz a concorrência e pode favorecer a formação de novos cartéis. Mazer ainda pediu esclarecimentos sobre os panfletos distribuídos nas escolas, questionando se o conteúdo era institucional ou tendencioso, e lembrou a promessa do governo municipal de contratar merendeiras por meio de concurso público, ainda não cumprida.

Ao final, o vereador reforçou a necessidade de transparência e valorização do serviço público.

“A terceirização da merenda é um retrocesso. Nosso papel é fiscalizar, questionar e garantir que o dinheiro público seja usado para fortalecer o que é público — e não para privatizar a comida das nossas crianças”, concluiu Mazer.

*Texto escrito com informações da assessoria

Leia aqui: Falecimentos registrados em Ponta Grossa e região nesta sexta (7)

Lincoln Vargas
Autoria
Lincoln Vargas
Jornalista pela Universidade Estadual de Ponta Grossa, trabalho em diversas frentes da área jornalística, mas com uma paixão especial pelo mundo do esporte. Além de fazer parte da redação do Portal BNT, também atuo como repórter setorista do Operário Ferroviário e repórter freelancer.
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