Servidores de PG cobram concurso para evitar terceirização da merenda escolar
Servidores de Ponta Grossa protestaram na Câmara contra a terceirização da merenda escolar. Licitação de R$ 96,5 milhões é reavaliada.

Nesta quarta-feira (20), centenas de servidores públicos participaram de uma manifestação na Câmara Municipal de Ponta Grossa contra a terceirização da merenda escolar. O movimento teve como alvo o pregão eletrônico aberto pela Secretaria Municipal de Educação, que previa a contratação de uma empresa terceirizada para assumir o preparo e a distribuição da alimentação dos alunos da rede pública.
De acordo com o edital, a licitação estimava um valor máximo de R$ 96,5 milhões. O serviço englobava o pré-preparo e preparo da merenda, distribuição nas escolas, supervisão, logística e até manutenção preventiva e corretiva dos equipamentos utilizados. Apesar disso, a Prefeitura informou que o edital será republicado, após readequações, com um novo cronograma.
O movimento foi liderado pelo Sindicato dos Servidores Públicos de Ponta Grossa (SindServ). O posicionamento da entidade é contrário ao projeto de terceirização da merenda escolar e a proposta do sindicato é que o Município faça um novo concurso público para o cargo de servente escolar e cozinheira para evitar a terceirização.
Mais notícias: Homem é preso por mandado de prisão em Ponta Grossa

A discussão gerou fortes manifestações no plenário da Câmara. O vereador Dr. Erick (PV) declarou repúdio à proposta, afirmando ser historicamente contra qualquer tipo de terceirização. “Sou contra obstruir o trabalho dos servidores públicos, não apenas das merendeiras. Não podemos enfraquecer quem já presta esse serviço”, afirmou.
Na mesma linha, o vereador Professor Careca (PV) disse que não apoiará a medida. “Entendo a importância do diálogo entre Executivo e trabalhadores. O correto é não terceirizar”, destacou.
Por outro lado, o vereador Pastor Ezequiel (DC) defendeu a proposta da Prefeitura. Segundo ele, o processo trata-se de “integralização” e não de retirada de servidores das escolas. “As cozinhas continuarão funcionando e as crianças não terão restrição na alimentação”, garantiu.























