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Política

Servidores de PG cobram concurso para evitar terceirização da merenda escolar

Servidores de Ponta Grossa protestaram na Câmara contra a terceirização da merenda escolar. Licitação de R$ 96,5 milhões é reavaliada.

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Foto: Vinicius Sampaio
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Nesta quarta-feira (20), centenas de servidores públicos participaram de uma manifestação na Câmara Municipal de Ponta Grossa contra a terceirização da merenda escolar. O movimento teve como alvo o pregão eletrônico aberto pela Secretaria Municipal de Educação, que previa a contratação de uma empresa terceirizada para assumir o preparo e a distribuição da alimentação dos alunos da rede pública.

De acordo com o edital, a licitação estimava um valor máximo de R$ 96,5 milhões. O serviço englobava o pré-preparo e preparo da merenda, distribuição nas escolas, supervisão, logística e até manutenção preventiva e corretiva dos equipamentos utilizados. Apesar disso, a Prefeitura informou que o edital será republicado, após readequações, com um novo cronograma.

O movimento foi liderado pelo Sindicato dos Servidores Públicos de Ponta Grossa (SindServ). O posicionamento da entidade é contrário ao projeto de terceirização da merenda escolar e a proposta do sindicato é que o Município faça um novo concurso público para o cargo de servente escolar e cozinheira para evitar a terceirização.

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Foto: Vinicius Sampaio

A discussão gerou fortes manifestações no plenário da Câmara. O vereador Dr. Erick (PV) declarou repúdio à proposta, afirmando ser historicamente contra qualquer tipo de terceirização. “Sou contra obstruir o trabalho dos servidores públicos, não apenas das merendeiras. Não podemos enfraquecer quem já presta esse serviço”, afirmou.

Na mesma linha, o vereador Professor Careca (PV) disse que não apoiará a medida. “Entendo a importância do diálogo entre Executivo e trabalhadores. O correto é não terceirizar”, destacou.

Por outro lado, o vereador Pastor Ezequiel (DC) defendeu a proposta da Prefeitura. Segundo ele, o processo trata-se de “integralização” e não de retirada de servidores das escolas. “As cozinhas continuarão funcionando e as crianças não terão restrição na alimentação”, garantiu.

Vinicius Sampaio
Autoria
Vinicius Sampaio
Sou formado em Jornalismo na Universidade Estadual de Ponta Grossa. Sou repórter do jornal Boca no Trombone, responsável por policial, esportes e política. Facilidade em comunicação visual, textual e verbal. Possuo conhecimento e um apreço especial por jornalismo de dados.
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