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Política

Senado deve votar projetos que aumentam penas para furto, roubo e estelionato

A relatoria retirou do texto a proposta de incluir o estelionato contra idosos no rol de crimes hediondos

Senado deve votar projetos que aumentam penas para furto, roubo e estelionato
Agência Senado
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Dois projetos de lei que ampliam as penas para crimes de furto, roubo e estelionato aguardam votação no Plenário do Senado. As propostas endurecem punições para crimes patrimoniais, especialmente casos envolvendo celulares, golpes eletrônicos e o chamado estelionato sentimental.

O primeiro deles é o PL 3.780/2023, aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em 2024. Relatado pelo senador Efraim Filho (União-PB), o texto recebeu um substitutivo que altera diferentes dispositivos do Código Penal, aumentando o tempo de prisão em vários cenários.

O projeto aprovado pela CCJ prevê as seguintes penas:

  • Furto simples: de 1 a 6 anos de prisão (hoje o limite é de 5 anos);

  • Furto de celular: de 2 a 6 anos (hoje tratado como furto simples);

  • Furto por meio eletrônico: até 10 anos (atualmente até 8 anos);

  • Roubo: pena mínima passa de 4 para 5 anos;

  • Roubo de celular ou arma de fogo: aumento da pena em 2/3;

  • Roubo com lesão corporal grave: pena mínima passa de 7 para 10 anos;

  • Roubo com resultado morte: pena mínima sobe de 20 para 24 anos.

Estelionato sentimental

A segunda proposta, o PL 2.254/2022, trata do aumento das penas para estelionato e inclui no Código Penal o crime de estelionato sentimental — quando o criminoso simula envolvimento afetivo com a vítima para obter dinheiro ou bens.

Pelo texto relatado pelo senador Plínio Valério (PSDB-AM) e aprovado na CCJ em 2023, a pena atual de 1 a 5 anos passa a ser de 2 a 6 anos, valendo também para golpes praticados por meio do uso indevido de contas bancárias. A punição será dobrada caso a vítima seja idosa ou considerada vulnerável.

A relatoria retirou do texto a proposta de incluir o estelionato contra idosos no rol de crimes hediondos.

Apesar do avanço nas comissões, a votação em Plenário ainda depende da análise de um requerimento do senador Weverton (PDT-MA), que pede o adiamento e o retorno do projeto à CCJ para reavaliação da “razoabilidade” das penas impostas. O pedido ainda não foi deliberado. (As informações são da Agência Senado)

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Luis Carlos Pimentel
Autoria
Luis Carlos Pimentel
Formado em Técnica Contábil, estudou Jornalismo na Faculdade Secal. Há 40 anos trabalha em meios de comunicação social. Trabalhou em emissoras de rádio, jornais impressos e portais. Registro Mtb/PR - 4451
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