Reforma tributária preocupa setor imobiliário e exige adaptação em Ponta Grossa
A reforma tributária no setor imobiliário voltou a mobilizar profissionais e empresários de Ponta Grossa durante encontro realizado pela ACIPG Jovem, na sede da OAB, dentro da programação do Feirão do Imposto. O debate reuniu especialistas que analisaram os impactos das mudanças previstas na Emenda Constitucional 132/2023 e os efeitos diretos para imobiliárias, investidores e […]

A reforma tributária no setor imobiliário voltou a mobilizar profissionais e empresários de Ponta Grossa durante encontro realizado pela ACIPG Jovem, na sede da OAB, dentro da programação do Feirão do Imposto. O debate reuniu especialistas que analisaram os impactos das mudanças previstas na Emenda Constitucional 132/2023 e os efeitos diretos para imobiliárias, investidores e administradoras de imóveis.
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Os advogados Daniel Prochalski e Guilherme Cesco apresentaram diferentes visões sobre a nova sistemática tributária. Apesar das divergências sobre o tamanho do impacto financeiro, ambos concordaram que o setor precisará de adaptação técnica e planejamento estratégico.
IMPACTO NOS CUSTOS E NOVAS REGRAS
Segundo Prochalski, ainda não é possível afirmar de forma definitiva que haverá aumento generalizado da carga tributária. Ele explicou que o novo modelo prevê mecanismos de redução, como redutores sociais e ajustes específicos, que podem diminuir o percentual efetivo em determinadas operações.
Mesmo assim, o especialista alertou que a comparação entre o sistema atual e o futuro não será simples, já que a base de cálculo sofrerá mudanças significativas. A previsão é que cada operação imobiliária precise de análises individualizadas para definir o impacto real dos novos tributos IBS e CBS.
Já Guilherme Cesco demonstrou preocupação maior com os custos futuros. De acordo com ele, atividades que atualmente não sofrem incidência de impostos como ISS e ICMS passarão a integrar a nova lógica tributária. A estimativa apresentada aponta que cargas hoje próximas de 3,65% podem alcançar índices entre 10% e 11% nos próximos anos.
TECNOLOGIA PASSA A SER DESAFIO
Além da questão tributária, o evento chamou atenção para outro problema considerado estratégico: a necessidade de modernização tecnológica das empresas do setor imobiliário.
O presidente estadual do SECOVI-PR, Carlos Ribas Tavarnaro, afirmou que imobiliárias precisarão investir em sistemas fiscais, ERP e controle operacional para garantir organização financeira e preservação de créditos tributários dos clientes.
Segundo ele, pequenas imobiliárias podem enfrentar mais dificuldades por conta do alto custo de adaptação tecnológica. Em alguns casos, empresas deverão rever seus modelos de negócio para manter competitividade no mercado.
SETOR BUSCA PREPARAÇÃO
O coordenador do Feirão do Imposto, Guilherme Faria, destacou que o objetivo do encontro foi ampliar a conscientização sobre as mudanças já em andamento no sistema tributário brasileiro. A avaliação das entidades participantes é de que o momento exige atualização constante, reorganização operacional e qualificação técnica.
O presidente da ACIPG Jovem, Chris Paes, reforçou que a união entre entidades empresariais e representantes do setor é fundamental para ampliar o debate sobre os impactos econômicos da reforma tributária na região dos Campos Gerais.
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