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Programa “Remédio em Casa” avança na Câmara de Ponta Grossa

O objetivo é garantir mais comodidade e continuidade no tratamento de pacientes que já estão regularmente inscritos nos programas de assistência farmacêutica do Sistema Único de Saúde (SUS)

Programa “Remédio em Casa” avança na Câmara de Ponta Grossa
Arquivo/BnT
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O Projeto de Lei nº 121/2026, que institui o programa “Remédio em Casa”, está em análise nas comissões da Câmara Municipal de Ponta Grossa. A proposta, de autoria do vereador Fabio Silva, prevê a entrega domiciliar gratuita de medicamentos de uso contínuo para pacientes idosos, pessoas com deficiência e portadores de doenças crônicas.

De acordo com o texto, o objetivo é garantir mais comodidade e continuidade no tratamento de pacientes que já estão regularmente inscritos nos programas de assistência farmacêutica do Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa busca evitar deslocamentos frequentes até unidades de saúde, especialmente para públicos com mobilidade reduzida ou em situação de vulnerabilidade.

O projeto define como medicamento de uso contínuo aquele que precisa ser administrado de forma prolongada, seja de maneira ininterrupta ou por períodos superiores a dois anos. Também estabelece critérios para inclusão no programa, como cadastro ativo no SUS, apresentação de receita médica válida, documentos pessoais e, quando necessário, laudo médico.

A proposta prevê que a entrega dos medicamentos seja feita diretamente na residência do paciente, com periodicidade preferencialmente mensal, respeitando a quantidade necessária para não interromper o tratamento. Em casos de dificuldade de acesso, poderá ser indicado um endereço alternativo próximo.

Outro ponto previsto é a possibilidade de renovação automática das receitas enquanto estiverem válidas, inclusive por meios digitais. Para moradores da zona rural ou regiões de difícil acesso, o texto sugere a adoção de estratégias logísticas específicas, como uso de unidades móveis de saúde, apoio de agentes comunitários ou pontos de distribuição em comunidades.

O projeto também estabelece critérios de prioridade, contemplando pacientes com mobilidade reduzida, acamados, portadores de doenças crônicas graves e pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Entre os objetivos do programa estão facilitar a rotina dos usuários, garantir o fornecimento contínuo de medicamentos e contribuir para a eficiência e credibilidade do sistema público de saúde.

Caso aprovado, o Poder Executivo poderá firmar parcerias com entidades públicas e privadas para viabilizar a execução do programa. A proposta prevê ainda que a regulamentação seja feita posteriormente e que a lei entre em vigor 90 dias após sua publicação.

O texto segue agora para análise das comissões antes de ser levado à votação em plenário.

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Luis Carlos Pimentel
Autoria
Luis Carlos Pimentel
Formado em Técnica Contábil, estudou Jornalismo na Faculdade Secal. Há 40 anos trabalha em meios de comunicação social. Trabalhou em emissoras de rádio, jornais impressos e portais. Registro Mtb/PR - 4451
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