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Ponta Grossa

Prefeitura barra lei sobre castração de cães e gatos

De acordo com a justificativa, a lei invade competência exclusiva do Poder Executivo ao interferir na organização e atribuições de órgãos municipais, o que é vedado pela Lei Orgânica do Município

Prefeitura barra lei sobre castração de cães e gatos
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A prefeita de Ponta Grossa, Elizabeth Schmidt, vetou integralmente a Lei Municipal nº 15.817/2026, que previa a obrigatoriedade do uso de anestesia geral completa e analgesia adequada em procedimentos cirúrgicos realizados em cães e gatos com apoio do poder público.

A decisão foi comunicada à Câmara Municipal por meio de ofício encaminhado no dia 27 de março. Segundo o Executivo, o veto foi motivado por questões de legalidade e também por entendimento de que a proposta é contrária ao interesse público.

De acordo com a justificativa, a lei invade competência exclusiva do Poder Executivo ao interferir na organização e atribuições de órgãos municipais, o que é vedado pela Lei Orgânica do Município. A prefeitura também aponta que a proposta cria ou amplia despesas públicas sem apresentar estimativa de impacto orçamentário, exigência prevista na Lei de Responsabilidade Fiscal.

Outro ponto destacado no veto diz respeito a aspectos técnicos da medicina veterinária. O Executivo argumenta que a legislação impõe um modelo rígido de anestesia, desconsiderando práticas modernas que indicam a individualização dos protocolos conforme o estado clínico de cada animal.

Ainda segundo a justificativa, a lei restringe o uso de medicamentos amplamente utilizados, como cetamina e xilazina, que possuem respaldo técnico e científico quando aplicados corretamente. A prefeitura afirma que a escolha do protocolo anestésico deve ser responsabilidade do médico-veterinário, respeitando sua autonomia profissional.

O texto também alerta que a imposição de regras mais rígidas pode impactar diretamente a execução de políticas públicas de controle populacional de cães e gatos. Isso porque programas de castração em larga escala dependem de agilidade operacional, que poderia ser comprometida com as exigências previstas na lei.

Por fim, o Executivo solicita que os vereadores mantenham o veto, destacando que, apesar da intenção de promover o bem-estar animal, a proposta apresenta inconsistências técnicas e riscos à eficiência das ações públicas no município.

Agora, cabe à Câmara Municipal analisar o veto, podendo mantê-lo ou derrubá-lo em votação futura.

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Luis Carlos Pimentel
Autoria
Luis Carlos Pimentel
Formado em Técnica Contábil, estudou Jornalismo na Faculdade Secal. Há 40 anos trabalha em meios de comunicação social. Trabalhou em emissoras de rádio, jornais impressos e portais. Registro Mtb/PR - 4451
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