Prefeita rebate críticas e explica veto a projeto sobre anestesia em castrações de animais
A gestão municipal entendeu que a definição do tipo de anestesia deve ser uma atribuição exclusiva do médico veterinário responsável pelo procedimento

A prefeita de Ponta Grossa afirmou, por meio de suas redes sociais, que tem sido alvo de críticas após vetar o Projeto de Lei nº 466/2025, que previa a obrigatoriedade do uso de anestesia geral em procedimentos de castração de cães e gatos no município. A proposta é de autoria do vereador Geraldo Stocco.
No pronunciamento, a chefe do Executivo classificou os ataques como “pesados e baixos” e disse que há distorções sobre o conteúdo do projeto. Segundo ela, as críticas não seriam espontâneas, mas motivadas por grupos políticos de oposição, que estariam disseminando informações incorretas e confundindo a população.
De acordo com a prefeita, antes de tomar a decisão, houve consulta à equipe técnica da Prefeitura e também ao Conselho Regional de Medicina Veterinária do Paraná, que se manifestou formalmente sobre o tema. Com base nessas orientações, a gestão municipal entendeu que a definição do tipo de anestesia deve ser uma atribuição exclusiva do médico veterinário responsável pelo procedimento.
“A escolha da anestesia é uma decisão técnica, que precisa considerar cada caso de forma individual, com base em critérios científicos e no bem-estar do animal”, afirmou. Ainda segundo ela, a imposição por lei poderia interferir na autonomia profissional dos veterinários e até comprometer a segurança dos procedimentos.
A prefeita reconheceu que o projeto tinha uma “boa intenção”, mas defendeu que a medida proposta não seria adequada do ponto de vista técnico. Ela reforçou que o veto foi fundamentado em responsabilidade administrativa, respeito à ciência e às recomendações dos órgãos especializados.
Por fim, a gestora criticou o uso político do tema, destacando que o debate sobre bem-estar animal não deve ser transformado em disputa partidária. “Não aceito que usem uma causa tão importante para enganar as pessoas”, declarou.
O projeto agora retorna à Câmara Municipal, onde os vereadores poderão analisar a manutenção ou derrubada do veto.
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