Poupança em queda: brasileiros retiram R$ 41,7 bilhões em 2025 com juros altos
Poupança registra retirada líquida de R$ 476,4 milhões em abril. Confira os números do Banco Central, o impacto da Selic em 14,5% e o cenário da inflação no país.

A caderneta de poupança encerrou o mês de abril com saldo negativo, refletindo um volume de saques superior ao de depósitos. Segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta quinta-feira (8), os brasileiros retiraram R$ 362,7 bilhões, enquanto os depósitos somaram R$ 362,2 bilhões.
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No mês passado, foram aplicados R$ 362,2 bilhões, contra saques da ordem de R$ 362,7 bilhões. Os rendimentos creditados nas contas de poupança somaram R$ 6,3 bilhões. O saldo da poupança é de pouco mais de R$ 1 trilhão.
Panorama dos Números
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Retirada líquida em abril: R$ 476,4 milhões.
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Rendimentos creditados: R$ 6,3 bilhões.
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Estoque total da poupança: Pouco acima de R$ 1 trilhão.
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Acumulado de 2026 (Jan-Abr): R$ 41,7 bilhões em saques líquidos.
Contexto e Causas
O movimento de saída de recursos da poupança é uma tendência observada nos últimos anos (com perdas bilionárias em 2023 e 2024). O principal motivo é o patamar da taxa Selic, que atualmente está em 14,5% ao ano. Juros elevados tornam outros investimentos de renda fixa mais atrativos do que a poupança.
Recentemente, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual. Apesar do ciclo de cortes, o BC mantém cautela devido às incertezas geopolíticas e às expectativas de inflação.
Inflação e Política Monetária
A Selic é utilizada pelo Banco Central para controlar o IPCA (inflação oficial), cuja meta é de 3%.
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Março: A inflação subiu para 0,88% (puxada por transportes e alimentos).
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Acumulado (12 meses): 4,14%.
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Próximo dado: O IBGE divulgará o índice de abril na terça-feira (12).
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