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Política

Política nacional contra exploração sexual de crianças começa a valer nesta terça-feira

Outro ponto destacado é a não revitimização de crianças e adolescentes durante os atendimentos, evitando que vítimas sejam expostas novamente a situações traumáticas

Política nacional contra exploração sexual de crianças começa a valer nesta terça-feira
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O Brasil passa a contar, a partir desta terça-feira (19), com uma Política Nacional de Prevenção e Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A medida estabelece diretrizes unificadas para enfrentar a violência sexual contra meninos e meninas em todo o território nacional.

A regulamentação foi oficializada pela Portaria nº 836, publicada pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, com base em dispositivos da Lei nº 14.811/2024. A proposta busca fortalecer as ações de proteção integral previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), reforçando a prioridade absoluta na garantia dos direitos desse público.

A política será executada de forma descentralizada, com atuação integrada entre União, estados, Distrito Federal e municípios. A iniciativa também prevê a participação articulada de diferentes áreas, como saúde, educação, assistência social, segurança pública e sistema de Justiça.

Princípios

Entre os princípios definidos pela nova norma estão a proteção integral da criança e do adolescente, o respeito à dignidade humana, à liberdade e aos direitos fundamentais, além da garantia de privacidade, confidencialidade e proteção da intimidade das vítimas.

A política também reforça a responsabilidade compartilhada entre família, sociedade e poder público, além de assegurar ações voltadas à inclusão, acessibilidade, equidade e combate à discriminação.

Outro ponto destacado é a não revitimização de crianças e adolescentes durante os atendimentos, evitando que vítimas sejam expostas novamente a situações traumáticas ao longo dos processos de acolhimento e investigação.

Rede de proteção e campanhas

Entre os principais objetivos da política estão o fortalecimento das redes de proteção, a ampliação do atendimento especializado e a responsabilização dos autores das violências, sempre respeitando os direitos das vítimas.

A normativa também prevê campanhas permanentes de conscientização, formação continuada de profissionais e fortalecimento dos centros de atendimento integrado, espaços que concentram serviços de acolhimento, proteção e suporte às vítimas em um único local.

Além disso, a política incentiva a produção de estudos, levantamentos de dados e avaliações constantes das ações implementadas em todo o país.

Governança e metas

A coordenação das ações ficará sob responsabilidade da Comissão Intersetorial de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes. Já o Plano Nacional Decenal será o instrumento responsável pela definição de metas, indicadores e prazos para execução das ações previstas na política pública.

Segundo o governo federal, a estratégia busca ampliar a prevenção, garantir atendimento mais humanizado e fortalecer mecanismos de proteção para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. (As informações são da Agência do Brasil)

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Luis Carlos Pimentel
Autoria
Luis Carlos Pimentel
Formado em Técnica Contábil, estudou Jornalismo na Faculdade Secal. Há 40 anos trabalha em meios de comunicação social. Trabalhou em emissoras de rádio, jornais impressos e portais. Registro Mtb/PR - 4451
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