PG recebe 13 novos leitos pediátricos para reforçar atendimento a casos de doenças respiratórias graves
Hospital do Coração Bom Jesus recebe 13 novos leitos pediátricos para reforçar atendimento a crianças com síndromes respiratórias graves em Ponta Grossa

A cidade de Ponta Grossa conta, desde o início de junho, com 13 novos leitos exclusivos para atendimento pediátrico voltado a casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). A ampliação, realizada pelo Governo do Paraná por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), faz parte de um pacote de reforço à rede hospitalar para enfrentar o aumento de infecções respiratórias típicas do período de inverno.
Os novos leitos foram implantados no Hospital do Coração Bom Jesus, referência na região, e incluem três unidades de terapia intensiva (UTIs) e dez leitos clínicos de enfermaria. A estrutura já está em funcionamento e recebendo pacientes.
De acordo com a Sesa, a ampliação visa atender principalmente crianças com quadros graves de doenças como bronquiolite, pneumonia e complicações da gripe, que têm gerado aumento significativo nas internações.
“Essa estrutura adicional é fundamental para enfrentar a sazonalidade das doenças respiratórias, especialmente entre as crianças, que são mais vulneráveis. Casos de influenza podem evoluir com rapidez, e o atendimento hospitalar imediato é essencial”, destacou o secretário estadual da Saúde, Beto Preto.
Além de Ponta Grossa, outras duas cidades paranaenses — São Miguel do Iguaçu e Campo Largo — também receberam novos leitos pediátricos. Ao todo, foram abertos 58 leitos no estado, todos com equipes e equipamentos especializados e custeados integralmente pelo governo estadual, sem necessidade de contrapartida dos municípios.
Vacinação segue abaixo da meta
A Secretaria da Saúde alerta ainda para a baixa cobertura vacinal contra a Influenza em todo o estado. Em Ponta Grossa, como em grande parte do Paraná, a imunização entre os grupos prioritários está abaixo dos 90% estipulados como meta. A vacinação segue disponível gratuitamente nos postos de saúde para toda a população acima de seis meses de idade.
A Sesa reforça que a vacina é uma das principais ferramentas para evitar casos graves da doença e reduzir a pressão sobre a rede hospitalar. A orientação é que pais e responsáveis levem as crianças às unidades de saúde o quanto antes, especialmente diante do aumento dos casos de SRAG.
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