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Policial

PF desmantela esquema bilionário dos combustíveis

Operações Quasar e Tank bloqueiam mais de R$ 2 bilhões e miram crimes em São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná, com destaque para Curitiba

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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A Polícia Federal, com apoio da Receita Federal, deflagrou nesta quinta-feira (28) as operações Quasar e Tank, que atingem esquemas bilionários de lavagem de dinheiro e fraudes envolvendo a cadeia produtiva de combustíveis em diversos estados do país. As investigações revelam a atuação de organizações criminosas sofisticadas, com indícios de conexão com facções, uso de fundos de investimento e centenas de empresas para ocultação de patrimônio ilícito.

Somadas, as ações da PF resultaram em bloqueios superiores a R$ 2 bilhões em bens e valores, além do cumprimento de mais de 60 mandados judiciais, incluindo prisões e buscas.

Operação Quasar: fundos de investimento e blindagem patrimonial

A Operação Quasar foi deflagrada em São Paulo, com 12 mandados de busca e apreensão nas cidades de Campinas, Ribeirão Preto e na capital paulista. Segundo a Polícia Federal, o grupo investigado operava um esquema de lavagem de dinheiro utilizando fundos de investimento fraudulentos para esconder o real patrimônio e dificultar o rastreamento da origem dos recursos.

Empresas do mesmo grupo simulavam a compra e venda de imóveis, títulos e outros ativos sem finalidade econômica real. A estratégia criava uma “teia complexa” para blindar o patrimônio e ocultar os beneficiários finais.

A Justiça Federal determinou o sequestro de fundos de investimento, bloqueio de bens e valores até R$ 1,2 bilhão e afastamento de sigilos bancário e fiscal de investigados.

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Operação Tank: rede criminosa movimentou R$ 23 bilhões no Paraná

No Paraná, a Operação Tank mira uma das maiores redes de lavagem de dinheiro já identificadas no estado. A organização criminosa atuava desde 2019 e teria lavado ao menos R$ 600 milhões, movimentando mais de R$ 23 bilhões por meio de centenas de empresas, incluindo postos de combustíveis, distribuidoras, holdings e até instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central.

Entre as fraudes constatadas estão depósitos fracionados acima de R$ 594 milhões, uso de laranjas, transações cruzadas e repasses sem nota fiscal. fraudes contábeis e simulações de compras e serviços, adulteração de gasolina e uso da chamada “bomba baixa”, em que o volume abastecido é menor do que o informado.

Curitiba concentra parte relevante das investigações, com 46 postos de combustíveis envolvidos nas práticas ilegais.

Foram expedidos 14 mandados de prisão, 42 mandados de busca e apreensão e o bloqueio de bens de 41 pessoas físicas e 255 jurídicas, totalizando mais de R$ 1 bilhão.

As ações ocorreram nos estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro.

Impacto nacional e combate ao crime financeiro

As operações desta quinta reforçam a atuação da Polícia Federal no combate ao crime organizado e à lavagem de dinheiro de alta complexidade. O uso do setor de combustíveis como canal para esquemas ilícitos já vinha sendo monitorado por órgãos federais, em razão da grande circulação de recursos e baixa rastreabilidade em algumas transações.

Segundo a PF, os dados colhidos nas operações também apontam vínculos com facções criminosas, o que amplia o alcance das investigações para outras frentes.

*Com informações da Agência Brasil

Lincoln Vargas
Autoria
Lincoln Vargas
Jornalista pela Universidade Estadual de Ponta Grossa, trabalho em diversas frentes da área jornalística, mas com uma paixão especial pelo mundo do esporte. Além de fazer parte da redação do Portal BNT, também atuo como repórter setorista do Operário Ferroviário e repórter freelancer.
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