“O retorno de Jocelito ao tabuleiro político”, por Gleidson Carlos
A possível candidatura de Jocelito Canto à Câmara Federal reacende um nome conhecido no cenário político de Ponta Grossa — e, ao mesmo tempo, levanta uma discussão inevitável: até que ponto o capital eleitoral do passado ainda sustenta uma disputa em um cenário cada vez mais competitivo? Não há dúvida de que Jocelito entra no […]

A possível candidatura de Jocelito Canto à Câmara Federal reacende um nome conhecido no cenário político de Ponta Grossa — e, ao mesmo tempo, levanta uma discussão inevitável: até que ponto o capital eleitoral do passado ainda sustenta uma disputa em um cenário cada vez mais competitivo?
Não há dúvida de que Jocelito entra no jogo com bagagem. Em 2022, mesmo inelegível, foi o candidato a deputado federal mais votado da cidade, ultrapassando a marca dos 70 mil votos. Um desempenho que, por si só, demonstra recall eleitoral, base consolidada e capacidade de mobilização.
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Mas política não vive de retrospecto. E o cenário atual é outro.
Hoje, nomes como Aliel Machado e Sandro Alex ocupam espaço com estrutura, mandato e presença constante. Não são apenas candidatos — são máquinas políticas em funcionamento. Isso muda completamente o nível da disputa.
Jocelito, por sua vez, se filia a um partido estruturado, o Progressistas, mas sem protagonismo interno. E esse detalhe, em eleições proporcionais, pesa — e muito. Afinal, não basta ter votos: é preciso estar bem posicionado dentro da própria legenda, que define quem efetivamente conquista a vaga.
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O desafio, portanto, não está apenas em manter sua força em Ponta Grossa, mas em expandi-la. Crescer regionalmente, construir capilaridade e se fazer presente fora do seu principal reduto eleitoral serão fatores decisivos. Nesse ponto, entram estratégias conhecidas: articulação familiar, alianças locais e presença constante em municípios da região.
As projeções colocam Jocelito em uma faixa entre 90 e 120 mil votos. Um número competitivo, sem dúvida. Mas ainda assim dependente de variáveis que fogem ao controle individual, como o desempenho do partido e o quociente eleitoral.
Há também um fator simbólico em jogo. Jocelito carrega visibilidade, comunicação forte e não começa do zero — mas, ao mesmo tempo, enfrenta o desafio de não ser visto apenas como um nome do passado. Em política, a linha entre experiência e desgaste pode ser tênue.
No fim das contas, trata-se de uma candidatura viável, mas longe de ser garantida.
Porque, na eleição proporcional, a lógica é implacável: não basta ter voto. É preciso ter o voto certo, no lugar certo — e, principalmente, no partido certo.























