Nova delação de Daniel Vorcaro cita Rueda e integrantes do PT da Bahia
A nova proposta de delação premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, cita supostos pagamentos envolvendo o presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, e integrantes do PT da Bahia.

Segundo informações, pessoas que tiveram acesso ao material afirmam que os repasses relacionados a Rueda teriam ocorrido por meio de um escritório de advocacia ligado ao dirigente partidário.
Rueda é apontado como uma das pessoas ligadas à indicação da antiga diretoria do Rioprevidência, fundo dos servidores do Rio de Janeiro que realizou investimentos bilionários em papéis e fundos associados ao Banco Master.
O presidente do União Brasil nega qualquer irregularidade. Ele afirma não ter relação pessoal com Daniel Vorcaro, mas reconhece que seu escritório prestou serviços advocatícios ao Banco Master.
A proposta de colaboração também menciona supostos pagamentos relacionados ao PT da Bahia. De acordo com o material apresentado, os valores teriam ligação com a operação do Credcesta pelo Banco Master no estado.
O Credcesta é um cartão de benefício consignado destinado a servidores públicos ativos e aposentados, com desconto dos pagamentos diretamente em folha. O Banco Master atuou na operação do programa na Bahia entre 2018 e 2022, período em que o estado era administrado por Rui Costa (PT).
Rui Costa já declarou publicamente que não possui relação próxima com Vorcaro. Segundo ele, houve apenas um encontro em agenda institucional. O ex-governador também afirmou ser favorável às investigações do caso.
A nova versão da delação foi entregue pela defesa de Daniel Vorcaro à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR), que ainda avaliam o conteúdo apresentado.
O documento também cita supostos pagamentos ao senador Ciro Nogueira (PP-PI) e ao ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL). Conforme divulgado pela coluna, Vorcaro passou a tratar os benefícios mencionados como suposta propina.
Cláudio Castro nega ter recebido valores ilegais e afirma que as acusações precisam ser comprovadas. Ciro Nogueira também nega qualquer irregularidade.
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