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Nacionalização da fila é aposta do INSS para agilizar concessão de benefícios

Entre as principais alterações está a nacionalização da fila de pedidos, medida que permite uma melhor distribuição da força de trabalho

Nacionalização da fila é aposta do INSS para agilizar concessão de benefícios
Walter Campanto/AB
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O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) anunciou mudanças no Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB) com o objetivo de reduzir o tempo de tramitação dos processos e enfrentar a fila de espera por concessões. As novas regras foram publicadas no Diário Oficial da União.

Entre as principais alterações está a nacionalização da fila de pedidos, medida que permite uma melhor distribuição da força de trabalho. Com isso, servidores de regiões com melhores indicadores de desempenho poderão atuar em processos de locais onde a espera é maior, otimizando o andamento das demandas em todo o país.

Segundo o presidente do INSS, Gilberto Waller, a estratégia também prioriza os benefícios com maior volume de requerimentos pendentes. “A ideia é que a força de trabalho das regiões com melhores indicadores possa atuar nos processos daqueles que estão esperando mais tempo. Além disso, focamos nos benefícios que concentram o maior número de pessoas aguardando”, afirmou.

De acordo com o Relatório da Fila, divulgado pelo INSS em outubro de 2025, o tempo médio para a concessão de benefícios caiu para 35 dias. O número representa uma redução significativa em relação ao pico registrado em março do ano passado, quando a média de espera chegou a 64 dias.

Ainda conforme Waller, o esforço do instituto será concentrado principalmente nos benefícios que respondem pela maior parte da fila. Entre eles estão o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e os benefícios por incapacidade. “Esses casos representam quase 80% da nossa fila e serão tratados como prioridade”, destacou.

O PGB foi criado pela Lei nº 15.201/2025 com a finalidade de acelerar a análise e revisão de benefícios previdenciários, por meio da bonificação de peritos e servidores do INSS que realizam atividades além da capacidade habitual. Esse pagamento adicional é conhecido como Pagamento Extraordinário do Programa de Gerenciamento de Benefícios (PEPGB), que também passou por ajustes.

Entre as mudanças, foram definidos limites diários de atuação, regras específicas para a participação dos servidores e critérios de controle de qualidade, com o objetivo de garantir maior eficiência e segurança nos processos analisados.

Além disso, em novembro de 2025, após um aumento de 23% no volume de novos requerimentos ao longo do ano, o INSS instituiu um comitê estratégico para monitorar, avaliar e propor medidas voltadas à redução da fila de pedidos de benefícios. (As informações são da Agência Brasil)

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Luis Carlos Pimentel
Autoria
Luis Carlos Pimentel
Formado em Técnica Contábil, estudou Jornalismo na Faculdade Secal. Há 40 anos trabalha em meios de comunicação social. Trabalhou em emissoras de rádio, jornais impressos e portais. Registro Mtb/PR - 4451
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