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MP investiga gestão Duilio no Corinthians por estelionato e associação criminosa

Apuração inclui uso de empresa de fachada, despesas com cartão corporativo e possíveis crimes como furto qualificado e falsidade ideológica.

Apuração inclui uso de empresa de fachada, despesas com cartão corporativo e possíveis crimes como furto qualificado e falsidade ideológica.
Foto: Marcos Ribolli
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O Ministério Público de São Paulo (MPSP) decidiu ampliar a investigação sobre possíveis irregularidades na gestão do Corinthians e agora apura indícios de crimes como estelionato, furto qualificado, falsidade ideológica e associação criminosa. A investigação, que inicialmente abordava suspeitas de apropriação indébita, concentra-se na gestão do ex-presidente Duilio Monteiro Alves, entre os anos de 2021 e 2023.

Entre os novos elementos investigados, está o suposto uso de uma empresa de fachada — o Oliveira Minimercado — que teria emitido R$ 32.580 em sete notas fiscais para o clube em um curto intervalo, entre 18 e 31 de outubro. O promotor responsável pelo caso, Cassio Roberto Conserino, foi até o endereço do suposto estabelecimento e constatou que não existe nenhum comércio operando no local.

Além disso, o MP passou a apurar gastos irregulares com cartão corporativo, que teriam beneficiado pessoas ligadas à direção do clube. Por conta disso, o ex-motorista de Duilio, Denilson Grillo, que assinou documentos relacionados às despesas, foi incluído como investigado e será ouvido nos próximos dias.

Recomendações e próximos depoimentos

O Ministério Público recomendou que o Corinthians implemente, de forma imediata, mecanismos internos de controle, integridade e governança, além de códigos de conduta e políticas de compliance. A recomendação é baseada em uma declaração do presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, que admitiu publicamente, em entrevista coletiva, a ausência de regras claras sobre o uso do cartão corporativo.

Nesta semana, estão previstos os depoimentos de diversas autoridades ligadas ao clube, todas como testemunhas: o presidente interino Osmar Stabile, o vice Armando Mendonça e o próprio Romeu Tuma Júnior. Também devem ser ouvidos o ex-diretor Matías Romano Ávila e o ex-gerente financeiro Roberto Gavioli, que atuou nas gestões de Andrés Sanchez e Duilio Monteiro Alves, e que retornou ao clube este ano.

O que dizem os citados

A defesa do ex-presidente Andrés Sanchez declarou, em nota, que as contas de sua gestão foram aprovadas e que os gastos com cartão corporativo foram justificados, com as despesas pessoais sendo devidamente reembolsadas ao clube. A nota ainda afirma que as denúncias têm o objetivo de “tumultuar a Assembleia Geral de ratificação do impeachment do presidente Augusto Melo” e que confia no arquivamento do caso.

Já o ex-presidente Duilio Monteiro Alves classificou a investigação como “oportuna e salutar” e reafirmou seu compromisso com a transparência e a ética. Ele afirma ter sido o primeiro a solicitar acesso aos documentos e a ingressar com representações formais, tanto no Conselho Deliberativo do clube quanto junto à delegacia do DRADE, pedindo a apuração dos fatos.

A investigação segue em andamento e o Ministério Público ainda deve analisar uma série de documentos solicitados ao clube.

Com supervisão de Marcos Silva.
Diogo Laba
Autoria
Diogo Laba
Estagiário no Portal Boca no Trombone e estudante do 4º ano de Jornalismo na UEPG, atuo na produção de conteúdo jornalístico. Tenho interesse especial em jornalismo esportivo, área que venho explorando desde o início da graduação, unindo minha paixão pelo esporte e comunicação.
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