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Política

Lula diz que diesel mais caro no Brasil é reflexo da “guerra de Trump”

Diesel mais caro no Brasil é efeito da “guerra de Trump”, diz Lula. Alta do petróleo preocupa e pode elevar custo de vida.

Lula diz que diesel mais caro no Brasil é reflexo da “guerra de Trump”
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
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O cenário de diesel mais caro no Brasil ganhou destaque nesta terça-feira (31), após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentar os reflexos da guerra no Irã sobre a economia global. O aumento do preço do petróleo no mercado internacional tem pressionado diretamente o valor do diesel, combustível essencial para o transporte de mercadorias e passageiros.

Segundo Lula, o governo federal estuda medidas para conter a alta e evitar que o aumento chegue com força ao consumidor final. O Brasil ainda depende da importação de parte do diesel consumido, o que torna o país vulnerável às oscilações do mercado internacional.

Durante declaração, Lula criticou os impactos da guerra sobre a economia brasileira e destacou que a população não deveria arcar com essas consequências. “Nós só vamos sossegar quando o preço do óleo diesel não subir, porque a guerra é do Trump, a guerra não é do povo brasileiro”, disse.

Durante discurso em São Paulo, o presidente também chamou atenção para a diferença entre os preços praticados pela Petrobras e aqueles que chegam aos postos. De acordo com ele, a atuação de intermediários pode impedir que reduções sejam repassadas integralmente ao consumidor.

Órgãos como a Polícia Federal e o Ministério Público têm atuado na fiscalização do setor, buscando evitar práticas abusivas. Lula ainda afirmou que o conflito no Oriente Médio não deveria impactar diretamente a população brasileira, mas reconheceu que os efeitos são inevitáveis diante da globalização do mercado de energia.

Impacto vai além dos combustíveis

Para tentar conter os impactos, o governo prepara uma medida provisória que prevê subsídio ao diesel importado. A proposta inclui desconto de R$ 1,20 por litro, dividido entre União e estados, com custo estimado em R$ 3 bilhões ao longo de dois meses.

A iniciativa busca evitar desabastecimento e reduzir o peso no bolso do consumidor. Ainda assim, especialistas alertam que, enquanto o conflito no Oriente Médio persistir, o mercado continuará instável.

O conflito, que completou um mês recentemente, segue sem perspectivas de acordo. Desde o início das tensões, o preço do barril de petróleo registrou alta significativa, gerando preocupação não apenas econômica, mas também ambiental e climática.

Leia mais: Empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro acirra cenário eleitoral

Nilson de Paula
Autoria
Nilson de Paula
Jornalista formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), mestre em Ciências Sociais Aplicadas pela mesma instituição e produtor cultural. Atua como pesquisador das rotinas e das produções jornalísticas, com foco em relações étnico-raciais, história e política, articulando comunicação, análise social e práticas culturais em sua trajetória profissional e acadêmica.
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